Fogo na zona oeste da Madeira mantém-se ativo há 48 horas

Temperaturas altas - na terça-feira as temperaturas chegaram aos 28 graus - e o vento foram determinantes para o crescimento do fogo e explicam as dificuldades em combatê-lo.

O incêndio na freguesia da Ponta do Pargo, concelho da Calheta, zona oeste da Madeira, continua esta quarta-feira ativo, estando no local 35 operacionais, anunciou o Serviço Regional de Proteção Civil.

Segundo informação disponibilizada na aplicação para telemóvel, às 00:00 de hoje, encontravam-se a combater o fogo 35 operacionais, apoiados por 16 meios terrestres, de quatro corporações de bombeiros, da Polícia Florestal, do Comando Regional de Operações de Socorro e do Serviço Municipal de Proteção Civil da Calheta.

"Outro teatro de operações é nas Achadas da Cruz, com 28 operacionais e oito meios terrestres", de uma corporação de bombeiros, Polícia Florestal e GNR.

Neste local, os meios estão "a realizar uma vigilância ativa".

Achadas da Cruz está situada entre a Ponta do Pargo e Porto Moniz.

O incêndio começou no sítio da Lombada Velha, às 05:16 de segunda-feira, e desde então alastrou a várias localidades da freguesia da Ponta do Pargo, em zonas de mato e floresta, aproximando-se, por vezes com perigo, de algumas residências, devido ao povoamento disperso que caracteriza a região.

Segundo o Diário de Notícias da Madeira, não há casas, pessoas ou animais ameaçadas, deu conta o presidente da Câmara da Calheta esta manhã, durante um ponto da situação.

A preocupação principal foi proteger as pessoas e bens. A noite foi marcada por reacendimentos, nada de grave, disse Carlos Teles, que tem acompanhado de perto a situação. "Existe é uma frente de incêndio nas zonas mais altas, que é a zona da Fonte de Barro, que é uma zona mais alta, que já fica mais perto da fronteira com o Porto Moniz e os homens neste momento estão a combater o incêndio nessa zona. Agora durante o dia vamos ver como é que esta situação irá evoluir", disse o autarca.

As expectativas é que o tempo desta quarta-feira ajude, com temperaturas mais baixas do que as sentidas ontem, segundo o presidente da Câmara as máximas chegaram aos 28ºC, embora ainda com algum vento.

Aliás, as condições climatéricas foram determinantes para o crescimento deste fogo. Sobre as razões para ainda não estar apagado, o autarca revela as dificuldades no terreno.

"Este é um incêndio que se iniciou na madrugada da segunda-feira às 5h da manhã, o que não é normal, é muito difícil de compreender como é que aparece um incêndio às 5h da manhã, com temperaturas muito altas, com uma intensidade de vento de muito alta, com uma taxa de humidade baixíssima, abaixo dos 30%. Por exemplo, ontem por exemplo nós apanhámos 28ºC na Ponta do Pargo, portanto podem imaginar a dificuldade de quem está no terreno sente para estar a combater um incêndio desta envergadura, sendo que a prioridade são sempre as zonas habitacionais, as populações e os seus animais, porque isto é uma zona rural. (...) Foi preciso primeiro do que tudo proteger toda esta gente, toda esta população e claro que apareceram várias frentes e isso dificultou imenso a acção dos bombeiros, eu estive no terreno e sou testemunha disso mesmo".

A zona da Fajã da Ovelha, assim como a Fonte do Bispo estão para já fora de perigo.

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