Estátua de Cónego Melo em Braga foi alvo de vandalismo

A escultura do antigo sacerdote, que lutou contra os movimentos comunistas no pós 25 de abril, foi pintada com inscrições antifascistas.

A estátua de homenagem a Cónego Melo, em Braga, foi vandalizada na madrugada deste domingo, de acordo com a edição online do jornal O Minho.

A escultura surgiu com inscrições a vermelho com frases antifascistas, como "facho", "assassino" e "padre Max". Este sacerdote, que morreu em Fátima em abril de 2008, notabilizou-se no período pós-25 de abril, por combater os movimentos comunistas, sobretudo no denominado Verão Quente.

Cónego Melo é recorrentemente acusado por elementos ligados à extrema-esquerda de ter ajudado políticos da direita conotados com atentados bombistas no anos que se seguiram à Revolução dos Cravos, além de ser acusado de ser responsável pelo assassinato do padre Maximino Sousa e de uma aluna de 19 anos, quando o carro onde seguiam foi alvo de um atentado à bomba, em abril de 1976.

A vandalização da escultura de Cónego Melo originou, no entanto, várias reações de repúdio nas redes sociais, em especial no Twitter, onde foram publicadas várias fotos as inscrições que foram feitas na última madrugada.

Esta última semana foi marcada por várias situações de vandalismo de estátuas em Portugal, uma espécie de movimento que surgiu depois da morte do afro-americano George Floyd em Minneapolis, que originou várias manifestações antirracistas por todo o mundo, tendo sido vandalizadas várias estátuas.

Em Portugal, os alvos têm sido estátuas de colonizadores e antigas personalidades religiosas, sendo que na passada sexta-feira, a estátua do Padre António Vieira, em Lisboa, também foi alvo de inscrições semelhantes às que foram feitas em Braga na última madrugada.

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