Ciberataque parou serviços no Ministério da Defesa várias horas

Alguns setores do Ministério da Defesa estiveram parados na tarde de quarta-feira por causa de um ataque informático dirigido a e-mails de funcionários.

O Centro de Ciberdefesa das Forças Armadas conseguiu a tempo impedir intrusões nos sistemas informáticos e não há registo de que tenham sido exfiltrada informação, mas alguns setores do ministério da Defesa estiveram, quarta-feira, parados por causa de um ciberataque que os atingiu durante a tarde.

Segundo fontes da Defesa que estão a acompanhar o caso, tratou-se de um ataque que tinha como objetivo entrar nas contas de e-mails de vários funcionários intermédios, que estão instalados no edifício do ministério.

No entanto, garantem as mesmas fontes, de acordo com as informações recolhidas numa fase ainda preliminar das investigações internas, o ataque - tecnicamente designado DOS (Denial of Service) - acabou por não atingir os objetivos, devido à reação rápida do "ciber-exército" do Centro de Ciberdefesa. Os DOS visam sobrecarregar os servidores ou computadores, impedindo que funcionem.

"A inoperacionalidade temporária resultou de os sistemas de defesa terem fechado os serviços sob ataque até isolar as fontes desse ataque."

Uma das medidas acionadas foi, precisamente, desligar os servidores informáticos. "A inoperacionalidade temporária resultou dos sistemas de defesa terem fechado os serviços sob ataque até isolar as fontes desse ataque", explicou ao DN uma dessas fontes.

A origem do ataque ainda é desconhecida e está a ser investigada, incluindo como os atacantes tiveram acesso à lista dos e-mails dos seus alvos.

O DN já pediu uma reação ao gabinete do ministro da Defesa Nacional, João Cravinho, mas ainda não obteve resposta.

Este ciberataque não é um caso isolado no Ministério da Defesa. Na semana passada, durante três dias, terá havido perturbações no funcionamento dos serviços informáticos do ministério.

Desde o inicio da pandemia que as autoridades têm alertado para um aumento significativo de ciberataques. O facto de muitas pessoas estarem em teletrabalho é uma das vulnerabilidades já identificadas, pois a utilização dos softwares, como o VPN, para a ligação à empresa, não é tão segura.

Alguns dos funcionários do Ministério da Defesa, cujas contas de correio eletrónico foram atacadas, estavam também em teletrabalho.

Na área da Defesa, conforme disse ao DN um alto responsável das Forças Armadas, no âmbito de uma recente reportagem ao Centro de Ciberdefesa, estes "ataques são diários e cada vez mais sofisticados", e há "todos os dias centenas de tentativas de penetração nos sistemas de defesa".

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