Assalto violento em Cascais próximo de Marcelo. PR diz que nunca se sentiu em risco

Um assalto ocorreu perto do local onde o Presidente da República jantava, na noite de terça-feira, em Cascais. Pouco depois, Marcelo Rebelo de Sousa passou perto da zona onde tudo aconteceu, com os filhos e netos "sem problema nenhum". Três jovens foram detidos e agentes da polícia agredidos

O Presidente da República jantava com a família num hotel em Cascais, na noite de terça-feira, quando um assalto violento ocorria numa rua perto do local onde o Presidente estava com os filhos e netos. Marcelo Rebelo de Sousa já fez saber que nunca se sentiu em perigo e negou os rumores que circularam de que teria sido levado para o hotel por motivos de segurança.

O chefe de Estado ficou a saber que tinha havido uma tentativa de assalto durante o jantar, "numa rua que ficava a 200 ou a 300 metros" do hotel, onde estava com a família. Três jovens foram detidos e agentes da PSP foram agredidos.

Pouco tempo depois do assalto, Marcelo Rebelo de Sousa saiu do hotel e passeou com a família pelas ruas da vila onde mora e onde tem por hábito dar mergulhos no mar. "Não só não fui levado para o hotel onde já estava com a família como saí poucos minutos depois desse assalto dominado facilmente, e circulei no centro de Cascais com os meus netos e os meus filhos sem problema nenhum", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa à CMTV.

"Não houve interação, nenhuma necessidade de intervenção", disse Marcelo

Aliás, o chefe de Estado passou perto do local deste assalto a uma mercearia, na rua Direita, "com os neto de bicicleta e os filhos a pé", e afirma que estava tudo normal e que não se sentiu em perigo. "Não. Pelo contrário", disse, elogiando a "grande eficiência" da PSP na "rápida" resposta a esta ocorrência.

"Felizmente, não houve nenhuma interação, nenhuma necessidade de intervenção, porque a PSP cumpriu a sua missão", destacou Marcelo Rebelo de Sousa, que voltou a elogiar a intervenção da força policial.

Recorda ainda que durante o passeio que deu pelo centro da vila de Cascais ainda estavam pessoas na praia e a circular naquelas ruas. Pensa até que a grande maioria dos que ali estavam à volta não se apercebeu de nada fora do normal.

Jovens detidos vão aguardar julgamento em liberdade

Os três jovens que foram detidos, na sequência dos confrontos em Cascais, depois de um assalto a uma mercearia, vão aguardar julgamento em liberdade, com termo de identidade e resistência, disse esta quarta-feira a PSP à Lusa.

"Os detidos foram notificados para comparecer em tribunal, aguardando ulteriores atos processuais em liberdade, sujeitos a termos de identidade e residência", referiu fonte do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP.

De acordo com as autoridades policiais, os jovens foram detidos por resistência e coação e não por relação com o assalto a uma mercearia, na rua Direita, após agressões a polícias.

Os jovens, de 18 e 19 anos, foram detidos, cerca das 20:20, depois de um alerta "para desordem a ocorrer no centro de Cascais, com agressão de um funcionário de um estabelecimento comercial".

Segundo as autoridades policiais, quando chegaram ao local, visualizaram "um grupo de cerca de 20 indivíduos" que se colocou em fuga.

Em comunicado, a PSP referiu que conseguiu intercetar dois suspeitos, sendo que alguns elementos do grupo voltaram para trás, no sentido de evitar a detenção, chegando a agredir elementos policiais.

"A célere reação policial permitiu a detenção de um dos agressores, a quem foi apreendida uma arma branca que trazia na cintura", pode ler-se.

Entretanto, ao tentar intercetar outros suspeitos, um dos polícias foi surpreendido por um outro grupo de jovens, com idades entre os 18 e 20 anos.

Dois agentes tiveram de ser assistidos, um deles no hospital

Segundo o Cometlis, a investida desse grupo foi interrompida pela intervenção de populares.

"Com a chegada rápida de reforços policiais foi possível intercetar e deter mais dois suspeitos das agressões provocadas ao agente de autoridade", referem as autoridades policiais.

A PSP informou ainda que um polícia teve necessidade de ser conduzido ao hospital, tendo recebido alta após fazer tratamento, enquanto o outro foi assistido pelos bombeiros na esquadra.

O Cometlis acrescentou que está desenvolver diligências para identificação de outros suspeitos e a planear ações de policiamento necessárias a prevenir ocorrências de violência grupal e outros atos que possam criar sentimento de insegurança nos cidadãos.

Com Lusa

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG