Uma visão moderna e inconformista

Apesar das promessas dos potenciais avanços milagrosos decorrentes do célebre Plano de Recuperação e Resiliência, não é difícil de perceber que o Governo do Partido Socialista pretende dar continuidade à política de gestão corrente e serviços mínimos que tem mantido o país estagnado na cauda da Europa. Face ao imobilismo que o PS cultiva e acarinha na sua ação governativa, é desejável que o Partido Social Democrata exerça uma oposição dinâmica, que venha a ser percecionada como uma alternativa séria, mobilizadora dos social-democratas, e, a médio prazo, capaz de conquistar os corações e as mentes dos portugueses.

É imperativo explicar às pessoas que Portugal não está condenado a ser um país pobre, profundamente desigual e internacionalmente irrelevante. Não é este o seu destino. Nem tal é determinado por condições objetivas de natureza histórica, geográfica ou qualquer outra -- como o primeiro-ministro, lamentavelmente, tenta dar a entender. Este é tão-só o resultado de políticas erradas fruto de uma visão para o país que compensa o seu minimalismo com a produção regular de soundbites e a promoção sistemática de um número selecionado de agentes políticos.

Ambos os candidatos à presidência do PSD nas eleições do próximo dia 28 de maio têm capacidade para exercer uma oposição política determinada. Uma vez que é a liderança do maior partido da oposição que está a ser disputada, é importante percebermos que a pessoa que vamos escolher é, de facto, o futuro candidato a primeiro-ministro.

Apoio Moreira da Silva porque considero que está em melhores condições para unir o PSD e liderá-lo no combate ao rumo dececionante que o PS tem dado ao país.

Apoio Moreira da Silva porque considero que está em melhores condições para unir o PSD e liderá-lo no combate ao rumo dececionante que o PS tem dado ao país. Moreira da Silva tem tornado bem clara a sua compreensão dos problemas estruturais e dos desafios que o país enfrenta quer na economia, quer nas áreas hoje determinantes da energia e do ambiente, quer ainda no combate às desigualdades de oportunidade entre mulheres e homens nos vários planos da sociedade.

A sua experiência governativa e internacional dotou-o de um conhecimento das potencialidades da sociedade portuguesa, bem assim como das suas fragilidades crónicas, que certamente colocará ao serviço de uma intervenção política credível e eficaz. As metas que inclui no seu programa de transformação do país são extremamente ambiciosas. Nomeadamente, colocar Portugal no topo dos índices de Desenvolvimento Sustentável, de Desenvolvimento Humano e de Bem-Estar Social, e elevar o PIB per capita do país acima da média da União Europeia. São objetivos corajosos, diria mesmo, audaciosos, que não têm paralelo em qualquer desígnio anunciado pelo Partido Socialista para o país.
Por isso, espero que os sociais-democratas que vão eleger o novo líder do PSD, no próximo dia 28 de maio, deem a Moreira da Silva a oportunidade para mobilizar o país através da sua visão moderna e inconformista e assim criar uma alternativa política sólida que, a seu tempo, conduza o PSD de novo ao Governo de Portugal.


Deputada à Assembleia da República
Presidente da Academia de Formação Política para Mulheres

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