Três anos a preparar abril, orgia socialista que sai cara

Iniciar, agora, a preparação das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, a tão grande distância, com vencimentos chorudos pelo meio, parece-me uma decisão absurda, nada sensata, e que poderá funcionar ao contrário: virar o povo contra a Revolução, que já tem um ministro, Adão e Silva, e não fazê-lo gostar dela.

É difícil de compreender e mais ainda de aceitar, como é que um país com tanta carência - a começar nos salários de fome e a acabar nas pensões de miséria - se veja confrontado com esta medida do poder político, meramente propagandista, e que rivaliza com o escândalo Medina, no que em si mesma enferma de grave e altamente condenável.

Um aspeto positivo teve, no entanto, este triste episódio da nossa Revolução: fez sair da toca, se a expressão me é permitida, o líder do PSD, Rui Rio, que ao contrário do habitual, se assumiu como verdadeiro chefe da oposição, atacando com veemência a orgia socialista dos 50 anos de Abril. E com propriedade, o mesmo se podendo dizer de Ramalho Eanes, que preside às comemorações, e que fala em "sinergias onerosas", mostrando-se contra a política do facto consumado.

A política deste governo não serve os reais interesses do povo português e está muito mais ao lado dos grandes do que dos pequenos. Há dinheiro para a TAP, para o Novo Banco, para pagar a Adão e Silva, e não há, por exemplo, para aumentar os salários da Função Pública, que são baixos. Qual a lógica da governação socialista? Nenhuma!

Com Medina e Adão e Silva, o PS apressou ainda mais o fim do seu ciclo político, que, para mim, já era inevitável, por causa do efeito pandémico. Tem a palavra o PSD. A alternância é uma regra de ouro de qualquer democracia que se preze. E assegurá-la é, sem dúvida, melhor forma de celebrar o 25 de Abril do que levar três anos(!!!) a preparar os seus 50 anos. E depois ainda continuar mais dois anos, sem se saber bem a fazer o quê.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG