O final do ano costuma ser um período de grande exigência nas organizações. Há orçamentos para aprovar, projetos para fechar, balanços para fazer e ainda, arranjar forma de colocar nestas últimas semanas todas as tarefas que foram ficando para trás ao longo do ano. A acrescentar que é um mês tipicamente mais pequeno, com feriados e várias festividades.Assim, é sentido como se tivéssemos no último sprint para a meta: o final do ano. As equipas esticam um pouco a sua capacidade produtiva e de entrega para conseguir responder a todas as solicitações, numa altura em que o cansaço acumulado ao longo dos últimos meses se faz sentir. Nesta fase de elevado desgaste, ainda é mais importante a perspicácia na gestão do cansaço das pessoas, da priorização das tarefas e no reforço das estratégias de recuperação.Embora o foco seja o 31 de dezembro, entregar e fechar tudo antes da mudança de ano e, eventualmente das férias, o trabalho continua em janeiro. E este planeamento tem de ser pensado pelas lideranças, que têm de garantir uma eficaz gestão do esforço para conseguir continuar a ter uma boa produtividade nos meses seguintes, no entanto, também tem de partir de cada indivíduo.A promoção de saúde tem de ser uma prioridade diária porque não é garantida. Quando as exigências começam a ser muitas, tendemos a que seja a primeira coisa a cair. Podemos ter de ajustar e substituir ou alterar as nossas escolhas que nos ajudem a respirar e regular a nossa energia, mas não é viável perder totalmente o controlo da respiração na corrida. A nossa saúde é como um balão que vai perdendo ar com o tempo, a energia que se conseguiu recuperar nas férias, deve ser mantida, para depois não custar mais e demorar muito tempo a encher de novo.Tendemos para trabalhos cognitivamente exigentes, com necessidade de elevado tempo de concentração e constante tomada de decisão. A maioria das tarefas rotineiras e de baixo impacto, aos poucos, serão substituídas por apoios tecnológicos, de forma a que o ser humano esteja a aportar mais valor com o seu trabalho. No entanto, é preciso compensar esse desgaste com medidas que consigam proteger a saúde das pessoas, para que também consigamos usufruir destas revoluções laborais para o crescente bem-estar e longevidade da população.A saúde está a caminhar para se transformar num pilar estratégico nas organizações, a par de outras áreas consideradas altamente relevantes para o negócio, e menos algo para ser bonito. Nunca haverá negócio nem lucro sem pessoas e, principalmente a longo prazo, sem equipas saudáveis e sustentáveis. Quando conseguirmos implementar esta visão ganhamos todos: pessoas, organizações e sociedade.