Mais um ano que termina e outro que se avizinha. E, como é habitual no final de dezembro, muitas pessoas pensam já nas suas resoluções de Ano Novo, tipicamente recheadas de desejos que visam somar algo mais às suas vidas. Deseja-se uma relação mais gratificante, uma promoção no emprego ou uma vida mais saudável, por exemplo. Podemos dizer que, de uma forma geral, deseja-se mais qualquer coisa..Mas para que algo se adicione, é importante que algo seja retirado, criando, assim, uma maior sensação de equilíbrio. Ou seja, será importante pensar naquilo que queremos mais (o que desejamos adicionar à nossa vida) e no que queremos menos (o que queremos subtrair da nossa vida). Ao mesmo tempo, é fundamental não esquecer aquilo que queremos manter - tudo aquilo que já alcançamos e que deve ser igualmente valorizado e preservado..Pensando desta forma, mais do que iniciarmos um novo ano centrados naquilo que ainda não temos e que desejamos alcançar, vamos, da mesma forma, focar-nos naquilo que já temos e que queremos manter e, ainda, naquilo que temos e que desejamos eliminar da nossa vida..É como se mudássemos o ângulo de visão com que olhamos para nós mesmos, começando por reconhecer (e honrar) o que já conseguimos e que, tantas vezes, minimizamos. Ajuda olhar para trás e, mentalmente, rever a nossa trajetória de vida, identificando pequenos ganhos e conquistas que devem ser ampliados. E, do mesmo modo que destacamos o que já conseguimos, devemos também identificar tudo aquilo que nos é nefasto e que deve ser banido. Falamos de exercícios difíceis de realizar, é um facto, mas necessários se almejamos um maior autoconhecimento que proporcione um processo de mudança e crescimento pessoal..Com estas ideias em mente, sugerimos agora que pegue num papel e numa caneta e sistematize as suas resoluções de Ano Novo em três colunas: "O que desejo adicionar"; "O que desejo manter"; e "O que desejo eliminar"..Mantendo sempre em mente a ideia de que, por vezes, menos é mais..Psicóloga clínica e forense, terapeuta familiar e de casal