Dentro de algumas semanas a noite de Lisboa vai ter uma regra nova: não será possível aos estabelecimentos comerciais venderem bebidas alcoólicas para consumo no exterior dos mesmos a partir das 23h00 até às 08h00 de domingo a quinta-feira e depois das 00h00 e até às 08h00 à sexta-feira, sábado e domingo.A proposta do vereador com o pelouro da Economia, Diogo Moura, visa garantir uma redução do ruído nas ruas durante a noite e o direito ao descanso de quem mora em Lisboa e terá um maior impacto nas zonas onde há, por exemplo, mais bares, restaurantes, discotecas, pastelarias ou lojas onde é possível comprar bebidas. Mas, será que vai ser assim?Quem não concorda com a ideia - oposição na câmara e comerciantes, para já - garante que, provavelmente, nada (ou pouco) vai mudar, pois o consumo na rua a partir do horário referido continua a ser possível. O que muda é a proibição, com a respetiva coima, de os estabelecimentos venderem para consumo fora das suas paredes. No entanto, nem isso é totalmente verdade: quem tenha uma esplanada pode servir bebidas alcoólicas nesse espaço após as horas referidas. Sendo que o regulamento agora aprovado também não se aplica ao período das Festas de Lisboa, em junho.Por isso há quem defenda a proibição pura e simples do consumo na rua durante esse período noturno.O certo é que depois da aprovação de ontem vamos ter de esperar seis meses após a entrada em vigor da medida para conhecer um relatório que o Conselho de Acompanhamento da Vida Noturna terá de elaborar sobre a execução da medida. Ou seja, se se confirmarem as teses de quem diz que a medida não vai alterar nada (ou pouco) à noite lisboeta, os habitantes das zonas mais pressionadas pelo ruído (e lixo) vão continuar a descansar pouco e a enfrentar ruas sujas e problemas de segurança como as associações de moradores e responsáveis de juntas de freguesias têm vindo a denunciar.Até ser conhecido o documento, a esperança dos residentes pode estar na atuação da Polícia Municipal e da PSP. Forças de segurança que a autarquia garante irem reforçar a fiscalização. Será? Editor executivo do Diário de Notícias