As eleições presidenciais são já no próximo domingo, dia 18. O momento não é o da escolha do candidato menos mau. Este é o momento de escolher o melhor candidato, o candidato que melhor corresponde ao que o povo e o país precisam, o candidato que tem no seu discurso e na sua acção a defesa dos nossos direitos, o candidato que nos dá a certeza de estar ao nosso lado quando precisamos de quem defenda as soluções para os problemas das nossas vidas.Seria um erro fazer uma opção eleitoral com um voto condicionado pelo medo, pela chantagem ou por qualquer outro factor que conduzisse a uma escolha que não fosse a nossa primeira escolha. Esse erro de deixar vencer o medo optando por segundas escolhas é o que está na origem do retrocesso nas nossas condições de vida, do crescimento da extrema-direita, da degradação da democracia. É indispensável que, nas eleições para Presidente da República, essa escolha se faça de forma livre e convicta, usando o voto para dar um sinal forte da exigência uma efectiva mudança no rumo do país. O voto que melhor corresponde a esses objectivos é o voto em António Filipe. Ele dá uma expressão concreta à exigência que os portugueses fazem de um Portugal mais justo, desenvolvido, soberano e de progresso social.Ninguém tem dúvidas da importância do resultado da candidatura de António Filipe para mostrar a força dessa exigência de um Portugal com menos injustiça social, com mais respeito por quem trabalha e quem trabalhou uma vida inteira, com um futuro melhor para os jovens.Ninguém tem dúvidas de que o resultado da candidatura de António Filipe dará força à exigência de respeito e cumprimento da Constituição, dos direitos que ela consagra, do projeto que ela inscreve de uma democracia plena nas suas dimensões política, económica, social e cultural.Ninguém duvida de que o resultado da candidatura de António Filipe dará força ao combate contra a corrupção e a promiscuidade entre o poder político e o poder económico, dará força à exigência de subordinação do poder económico ao poder político.Ninguém duvida de que o resultado da candidatura de António Filipe dá força à exigência de uma política de paz e cooperação com outros povos, derrotando a política de guerra e confrontação que arrasta consigo as perspectivas sombrias que hoje ameaçam o futuro dos nossos jovens. Simultaneamente, o voto em António Filipe dá a confiança de um voto sem esqueletos no armário, um voto que não precisa de ajustar contas com o passado, nem de o transformar naquilo que ele não foi.Ao contrário de outros candidatos, para os quais é preciso andar à procura de justificações para as suas ações de opções no passado e para as circunstâncias em que fizeram exatamente o contrário daquilo que agora proclamam, o voto em António Filipe é um voto de confiança.Pelo seu percurso pessoal, de vida e de intervenção política, António Filipe é um candidato de confiança. Quem der o seu voto a António Filipe pode fazê-lo com a confiança de que não se compromete com políticas contrárias aos interesses do povo e do país, nem com condutas pessoais duvidosas ou negócios obscuros marcados pela subserviência ao poder económico e pelo prejuízo do interesse colectivo.Para que tudo fique na mesma há várias candidaturas. Para que as coisas mudem a sério, há a candidatura de António Filipe. A opção certa não é a de pôr os ovos todos no cesto do consenso neoliberal. É a de dar força à candidatura que, claramente, se identifica com o povo, que defende os direitos, os interesses e as aspirações dos trabalhadores, da juventude e das populações, que denuncia e dá combate às injustiças e desigualdades, que não pactua com os interesses do poder económico.Este é o momento de escolher o melhor candidato, de escolher António Filipe. EurodeputadoEscreve sem aplicação do novo Acordo Ortográfico