Por uma nova Aliança

Vivemos uma nova esperança na direita. A entrada de Luís Montenegro na liderança do PSD foi uma enorme janela que se abriu a uma direita que estava a definhar sem qualquer visão, unidade ou esperança.

Depois de um trabalho inicial para a revitalização do CDS por parte de Nuno Melo - que será difícil, mas que conta com o trabalho dedicado de um líder e de uma equipa que se valem da força das convicções e de uma enorme capacidade de resistência e muita determinação em trazer à direita uma oportunidade de ser alternativa - seguiu-se a postura aberta, acolhedora, promotora de união e disponível à participação de todos, apresentada pelo novo líder do PSD.

Montenegro abriu uma nova janela de esperança a esta direita que se dividia e procurava na divisão e na discórdia uma solução de futuro. É uma atitude de relançamento de um PSD como sempre o conhecemos, abrangente e aberto a todas as opiniões. Um PSD sem medo de quem pensa de uma forma diferente e disponível para aproveitar a enorme mais-valia da diversidade.

Este PSD abre portas a um projeto de uma direita unida que junte quem defende um sistema político equilibrado que potencie a criação de riqueza e que se apresente com soluções justas para a sua distribuição.

Esta visão de uma direita conjunta, onde cada um tem o seu lugar, em que cada um contribui com ideias para o desenvolvimento do país e em que se administra o bem comum com rigor, é a visão da esperança de que Portugal precisa.

Não temos qualquer dúvida de que o povo reconhece aos caminhos da direita a qualidade de bem gerir o bem comum e, por isso, o trabalho de recuperação do país foi naturalmente entregue a um governo do PSD/CDS.

Foi um governo que, com grande esforço e sacrifício, levou os portugueses a acreditarem que também eles tinham que se disponibilizar a sofrer para conseguirem sair da situação calamitosa em que nos deixaram.

E apenas no momento em que sentiu ultrapassada essa situação decidiu este povo voltar a oferecer os comandos do país a uma coligação, que nem sequer se envergonhou de se chamar de geringonça, e isso apenas porque não houve então a capacidade de oferecer ao povo a esperança de uma vida melhor.

Estou, pois, muito entusiasmado com esta mensagem de esperança que começou na retoma da responsabilidade do CDS por Nuno Melo, e que seguiu com a entrada aos comandos do PSD por Luís Montenegro.

Em conjunto poderão lançar um projeto de união da direita, que seja aberto a todas as outras sensibilidades, daqueles que procuraram outras soluções, e dos que pura e simplesmente deixaram de participar na política.

É o tempo de uma nova AD. De se criar uma nova esperança. Temos que acreditar que podemos ser muito mais do que temos sido, de que podemos criar mais riqueza no nosso país e que podemos viver melhor em Portugal.

Um tempo em que poderemos voltar a acreditar nas instituições e pedir resultados a quem nos serve e a quem sustentamos com os nossos impostos.

Um tempo de acreditar que podemos ter melhor saúde, melhor educação e melhor justiça; um tempo em que a decisão é pautada pelo interesse comum e não pela cegueira da ideologia de alguns.

Um tempo para voltar a ver pessoas felizes na sua vida pessoal e na sua vida profissional. Em que cada um tem a liberdade de escolher a sua educação. Onde as pessoas não pertencem ao Estado, mas em que o Estado serve as pessoas.

É esta a enorme oportunidade que vejo nestes dois movimentos que de alguma forma caminham lado a lado e que podem voltar a fazer crescer Portugal.

PSD e CDS, juntos, serão os federadores do desencanto, a alma da alternativa que temos que construir nos próximos anos.

bruno.bobone.dn@gmail.com

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