A minha preferência

Este país precisa de menos política e mais acção e isso é mais facilmente atingido com um acordo parlamentar para os próximos quatro anos. Como deve ser feito, não sei. Mas é importante que o seja, de modo que não passemos a legislatura a discutir quem vai votar o quê, com quem, quando ou como. Essa é a primeira das prioridades. A segunda é que as políticas dos próximos anos sigam a senda do reequilíbrio das condições de vida dos cidadãos, nos rendimentos, no acesso à saúde e à educação, e em tudo o resto que torna a sociedade mais justa e equilibrada. A terceira e última prioridade é que tudo isto seja feito num enquadramento económico e financeiro sustentado, tal como aconteceu até aqui. A economia seguirá estas prioridades da melhor forma, transformando-se como se tem transformado.

O discurso de que os próximos anos serão mais difíceis não tem, obviamente, fundamento. Podem até ser mais fáceis, atendendo à eficiente gestão do défice e da dívida dos últimos quatro anos. Dito isto, o eleitorado do PSD e do CDS deve ser contemplado nas decisões que aí vêm, pois é tão dinâmico e empreendedor como o restante, e a democracia é isso mesmo. O PSD entraria melhor no jogo se finalmente se convencer de que a economia não se gere a partir das finanças, nem através da doação de negócios do Estado. Este país precisa de menos política do quotidiano e de mais política de fôlego.

Investigador da Universidade de Lisboa. Escreve de acordo com a antiga ortografia.

Exclusivos

Premium

Espanha

Bolas de aço, berlindes, fisgas e ácido. Jovens lançaram o caos na Catalunha

Eram jovens, alguns quase adultos, outros mais adolescentes, deixaram a Catalunha em estado de sítio. Segundo a polícia, atuaram organizadamente e estavam bem treinados. José Manuel Anes, especialista português em segurança e criminalidade, acredita que pertenciam aos grupos anarquistas que têm como causa "a destruição e o caos" e não a luta independentista.