Rendo-me

Não sou um adepto incondicional de Donald Trump mas tenho de reconhecer que ele foi uma bênção não só para os Estados Unidos como para a política internacional. O mundo descarrilava - não tanto pelo perigo das armas mas pela descrença de cada país nos seus líderes. E eis que, há um ano, apareceu uma voz calma, um discurso coerente e uma inteligência fina nos comandos de uma nação. Fosse esta pequena, São Marino ou Andorra, e já teria sido um bálsamo para o mundo - porque os bons exemplos acabam por dar frutos. Mas aconteceu nos Estados Unidos, o mais poderoso dos países! A boa surpresa que foi a sua campanha eleitoral - cordata com os seus adversários, esclarecedora para os seus eleitores e luminosa para todos os povos - confirmou-se depois de Donald J. Trump ter sido eleito. Sabe-se que ele desapareceu na semana antes da tomada de posse e regressou depois de ter feito um retiro espiritual, frente aos frescos Alegoria e Efeitos do Mau e Bom Governo, de Ambrioglio Lorenzetti, em Siena, Itália. Acabámos por beneficiar dos efeitos desse seu recolhimento, afinal consequência de uma vida devotada ao estudo. Simples e generoso no trato, preparadíssimo nos dossiês internos, amigo dos vizinhos, enfim, mundo, muito mundo neste estadista que ontem produziu mais um tweet, às 9 da manhã: "Deveria haver um concurso para saber qual das grandes cadeias televisivas, mais a CNN e sem incluir a Fox, é mais desonesta, corrupta e distorcida sobre a política do vosso presidente favorito (eu). Todas são más. O vencedor receberá o Troféu de Notícias Falsas!" Escreveu pois, ontem, Donald Trump. Lindo. Só é injusto que ele não me deixe também concorrer com esta crónica.

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