'E pur si muove!', dizia o outro

Quando vejo um idiota chapado que fala como um idiota chapado e faz gala nisso, eu tenho tendência para reconhecer um idiota chapado. E se ele quer ser o homem mais poderoso do mundo, como Trump, decido escrever sobre ele - eu sabia que ser idiota chapado não era condição suficiente para fazer as pessoas desistir de confiar nele. Ele ganhara, nas primárias do grande Partido Republicano, a 16 adversários. O idiota chapado era um perigo, e não era por ser louro esquisito. Embora com o entardecer da vida as pessoas fiquem com os penteados que merecem. Ele era um perigo porque podia, mesmo, influenciar o mundo onde vivo. Sobre ele ser eleito, não tinha a certeza, mas, a ganhar, sabia que chegaria cá rápido. Escrevi sobre as ideias más dele e sobre a falta delas, boas ou más. Ele era um charlatão notório, mas eu tinha poucas ilusões que isso contasse. Insisti sobre a forma explícita com que ele era sexista e racista e sobre a falta de compaixão dele pelos fracos. Sobre isso eu tinha mais ilusões que contasse. Jaime Nogueira Pinto, ontem, no DN, disse que Trump, apesar dele, pode ser o "moderno anti-herói americano" para salvar a América. Eu prefiro os antigos anti-heróis americanos, ferozes defensores do indivíduo. Na campanha, eu não disse que a escolha era igual, Trump ou Hillary. Porque não era. E depois da campanha não o vejo salvador. Porque um idiota chapado nunca o é. Se milhões não concordam comigo, lamento. Estão em erro chapado.

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