Cameron aos seus muçulmanos: as mulheres são iguais!

Hoje, o primeiro-ministro inglês escreve um notável texto no jornal The Times. Eu resumo. O essencial do que David Cameron disse foi, na terceira coluna, no meio dum artigo que quase enche uma página, esta frase: "Isto é a Grã-Bretanha." Sendo um artigo sobre os imigrantes e num país um pouco empertigado, seria de temer o pior. Mas não. É um artigo bendito.

Logo no título, que não está com desejos vagos, nem sujeitos difusos. É uma ordem: "Não queremos mulheres cidadãs de segunda classe." É tempo dos políticos começaram a falar do essencial com o imperativo que as questões essenciais impõem. "É assim e não há discussão", se é frase permitida a um polícia de trânsito, é o que se quer também ouvir num líder político quando centenas de milhares andam em contramão.

Cameron começa por definir de que país fala. É onde "jovens mulheres só podem sair de casa se for em companhia dum parente masculino." E onde "organizações religiosas, abertamente contra as mulheres, avisam-nas para não saírem dum casamento abusivo." Nesse início do artigo, Cameron diz que o país de que fala é a Grã-Bretanha. E isso não pode acontecer porque "Isto é a Grã-Bretanha." Isto é, não é um país de aiatolas.

Diagnosticada a doença (na Grã Bretanha) e o que é a saúde (a Grã-Bretanha), Cameron aponta uma solução para ir do mal para o bem: investir numa campanha para as mulheres imigrantes falarem melhor inglês. "190 mil muçulmanas britânicas - 22 por cento do total delas - falam pouco ou nenhum inglês, apesar de viveram aqui há décadas", escreve Cameron. E, por causa e em consequência disso, "60 por cento das mulheres vindas do Paquistão e do Bangladesh só trabalham em casa."

Ah, a Europa acorda! E, como ela por vezes se sabe reconhecer, generosa, superior e sábia.

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