NATO continua a ser um pilar da segurança transatlântica

Quando os líderes da NATO se reunirem em Varsóvia a 8 e 9 de julho para a Cimeira da NATO de 2016, o presidente Obama estará a presenciar a sua quinta e última cimeira numa altura crítica para afirmarmos a nossa solidariedade transatlântica. A cimeira é uma oportunidade para sublinhar a força e determinação da Aliança da NATO, para projetar mais estabilidade através de parcerias que vão além da zona Atlântico-Norte, e também para reafirmar que a aliança da NATO continua a ser um pilar da segurança transatlântica.

A Aliança vai demonstrar que vamos concluir as ações iniciadas na cimeira do País de Gales, em setembro de 2014. Os líderes aliados vão focar-se na dissuasão, defesa e promoção da estabilidade no nosso bairro. A leste, a contínua agressão russa contra a Ucrânia ameaça a nossa visão partilhada de uma Europa inteira, livre e em paz. A sul, o Estado Islâmico e as suas ofensivas externas continuam a representar uma ameaça, e a crise de migrantes faz surgir novos desafios dentro da Aliança e ao longo das nossas fronteiras. Os Aliados irão marcar a implementação total do Plano de Ação de Emergência em Varsóvia, incluindo a Força de Reação da NATO com 40 mil militares, e a Força de Alta Prontidão com 13 mil militares. Durante a cimeira, a NATO irá assegurar que a Aliança continua a adaptar-se e a ter capacidade de resposta para o vasto leque de desafios de segurança do século XXI, vindos de qualquer parte do mundo.

A cimeira vai frisar os esforços da Aliança para promover estabilidade para além das fronteiras da NATO. Todos os Aliados da NATO são membros da Coligação Global contra o Estado Islâmico, liderada pelos EUA, e a Aliança tomará mais medidas durante a cimeira para reforçar os esforços desta coligação. Para além disso, a Aliança continua empenhada na questão do Afeganistão: os líderes Aliados vão reafirmar o seu compromisso para com a Decisiva Missão e Apoio, e na manutenção da assistência financeira às Forças de Segurança e Defesa Nacionais Afegãs.

Portugal tem sido e continuará a ser um verdadeiro parceiro dos Estados Unidos dentro da NATO. Os Estados Unidos reconhecem as impressionantes contribuições de Portugal em missões de manutenção da paz pelo mundo fora, incluindo vários F16 e pilotos na Missão de Policiamento Aéreo no Báltico, especificamente na Lituânia, tropas no Kfor no Kosovo, instrutores militares na Operação de Determinação Inerente no Iraque, assessores militares na Operação de Apoio Firme no Afeganistão.

Continuamos também a ter uma colaboração excelente entre os nossos militares. Só durante o último ano, Portugal acolheu vários exercícios de grande escala com participação dos EUA e de outros Aliados. O exercício Trident Juncture 2015, que foi organizado por Portugal, Itália e Espanha, foi o maior exercício da NATO deste século, com mais de 30 países parceiros envolvidos e 36 mil participantes. O exercício Realthaw 2016, liderado pela Força Aérea Portuguesa, teve a maior participação militar não portuguesa de sempre, incluindo o maior número de tropas norte-americanas, desde a sua génese. Um dos mais avançados veículos submarinos portugueses teve uma contribuição significativa no exercício Baltops 2016, um dos melhores Baltops dos últimos 44 anos. Mais recentemente o exercício Orion, liderado pelo Exército Português, demonstrou a interoperabilidade das forças Aliadas terrestres, e incluiu a maior participação norte-americana de sempre em exercícios Orion.

A relação entre os militares portugueses e norte-americanos continua a crescer a todos os níveis, desde visitas de altas individualidades militares dos EUA até intercâmbios de cadetes e aspirantes da marinha em academias militares em Portugal e nos EUA.

Todas estas atividades são indicadores exteriores e visíveis dos laços profundos e duradouros entre os dois países. Os Estados Unidos vão continuar a trabalhar ombro a ombro com o nosso aliado de longa data, Portugal, no apoio à NATO em prol da nossa segurança coletiva de hoje, e de um mundo de amanhã mais seguro.

Embaixador dos EUA em Portugal

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG