Croácia de A a ic

Vamos torcer pela Croácia, certo? Mas há que fazê-lo com propriedade. Temos de conhecer melhor os "nossos" jogadores. Subasic - igualou o feito de Ricardo, defendendo três penáltis num jogo. Esperemos que não siga o exemplo do português a sair dos postes! Perisic - no último jogo marcou um golo estilo karaté, na segunda maior elevação de perna já registada em jogos contra Inglaterra. A primeira foi a de Bruno Alves. Só que esse foi expulso. Não se percebe! Rakitic - quando jogava em Sevilha falhou um penálti e recebeu SMS da sogra, com foto do cão, dizendo que até ele marcava melhor. Esperemos que esta mental coach continue a motivar o médio, que já marcou dois penáltis decisivos. Mandzukic - não precisou de nenhuma Susana Torres para marcar golo aos 109, o minuto mágico do Euro 2016. "Isto não é normal, é um milagre", disse ele. Não acho nada de mais um jogador da Juventus atingir tamanho feito. O golo de Eder sim, foi uma dádiva dos deuses. Modric - prometeu que, se ganhar o Mundial, pinta o cabelo. Talvez cortar fosse mais sensato. Vida - não deve ser fácil integrar-se nesta equipa sem terminar em "ic". Resta-lhe ser amigo de Corluka, em tempos conhecido como bon vivant pouco aplicado. Uma espécie de Pablo Osvaldo mas sem guitarra. Consta que, ao mudar-se para a Rússia, atinou. Nada como o frio siberiano para nos tornarmos caseiros. Agora só falta mandar França para casa.

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João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.