Celebrando o Dia Mundial do Dador de Sangue

Hoje, 14 de junho, assinala-se, sob os auspícios da Organização Mundial da Saúde, o Dia Mundial do Dador de Sangue.

É uma forma de a OMS lembrar a dádiva de sangue, valorizando-a e agradecendo aos dadores voluntários e benévolos a sua insubstituível atitude de cidadania. É preocupação chamar a atenção para a necessidade de os cidadãos, enquadrados na consciencialização coletiva da vital importância deste gesto, darem sangue regularmente para assegurar as necessidades em sangue e seus componentes, mas também a sua qualidade e segurança.

Neste ano, a campanha de divulgação em torno da dádiva de sangue dá enfoque a esta magnificente atitude de solidariedade, pelo incomensurável valor altruísta que representa a dádiva voluntária e não remunerada.

Por isso, o alerta que a OMS lança: "Esteja disponível para quem precisa. Dê sangue. Partilhe vida!".

Em Portugal, a motivação para dar sangue está bem enraizada na nossa população. Em particular, o movimento associativo em torno da dádiva tem um papel mobilizador de relevo, de norte a sul do país.

Contudo, importa investir na promoção e na divulgação da dádiva de sangue junto dos mais jovens, de forma assertiva, para podermos assegurar no futuro os adequados níveis das nossas reservas, tendo em vista a nossa autossuficiência em sangue, face ao envelhecimento populacional registado.

Os objetivos da campanha da OMS em 2018 são multifacetados: agradecer aos dadores de sangue e encorajar quem nunca fez a sua dádiva a fazê-lo desde já; alargar a consciencialização dos benefícios da dádiva benévola e altruísta, sendo necessário manter dadores regulares para mantermos as adequadas reservas de sangue. Esta é uma forma de, enquanto cidadãos, darmos o nosso contributo para os serviços públicos de saúde, leia-se SNS, com elevado espírito de solidariedade e cidadania, animados por sentimentos de altruísmo e participação coletiva.

Em Portugal, estes objetivos preconizados pela OMS estão felizmente acautelados e são alcançados com a dádiva voluntária, benévola e altruísta. Alcançámos um equilíbrio entre as colheitas de sangue e o seu consumo, através da redução sustentada da colheita de sangue face à diminuição da sua utilização clínica, perante os novos paradigmas na gestão do sangue dos doentes e na prática transfusional.

No nosso país em 2017 fizeram--se 32,40 dádivas por mil habitantes, o que coloca Portugal acima da média dos países de renda elevada, e foram administrados 30,03 concentrados de eritrócitos por mil habitantes, o que evidencia a autossuficiência do país.

O Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST), contando com o trabalho dedicado das associações de dadores, continua a cumprir a sua missão, garantindo a estabilidade das reservas nacionais, com o contributo também dos hospitais e o empenho dos profissionais.

Mas, além da nossa autossuficiência em sangue e seus componentes, é também fundamental manter e consolidar a vigilância da qualidade e da segurança do sangue. Esta é uma preocupação maior do IPST, garantindo-se assim elevados padrões de qualidade das transfusões.

Presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

A Europa, da gasolina lusa ao palhaço ucraniano

Estamos assim, perdidos algures entre as urnas eleitorais e o comando da televisão. As urnas estão mortas e o nosso comando não é nenhum. Mas, ao menos, em advogado de Maserati que conduz sindicalistas podíamos não ver matéria de gente rija como cornos. Matéria perigosa, sim. Em Portugal como mais a leste. Segue o relato longínquo para vermos perto.Ontem, defrontaram-se os dois candidatos a presidir a Ucrânia. Não é assunto irrelevante apesar de vivermos no outro extremo da Europa. Afinal, num canto ainda mais a leste daquele país há uma guerra civil meio instigada pelos russos - e hoje sabemos, como não sabíamos ainda há pouco, que as guerras de anteontem podem voltar.

Premium

Marisa Matias

Greta Thunberg

A Antonia estava em Estrasburgo e aproveitou para vir ao Parlamento assistir ao discurso da Greta Thunberg, que para ela é uma heroína. A menina de 7 ou 8 anos emocionou-se quando a Greta se emocionou e não descolou os olhos enquanto ela falava. Quando, no final do discurso, se passou à ronda dos grupos parlamentares, a Antonia perguntou se podia sair. Disse que tinha entendido tudo o que a Greta tinha dito, mas que lhe custava estar ali porque não percebia nada do que diziam as pessoas que estavam agora a falar. Poucos minutos antes de a Antonia ter pedido para sair, eu tinha comentado com a minha colega Jude, com quem a Antonia estava, que me envergonhava a forma como os grupos parlamentares estavam a dirigir-se a Greta.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

O governo continua a enganar os professores

Nesta semana o Parlamento debateu as apreciações ao decreto-lei apresentado pelo governo, relativamente à contagem do tempo de carreira dos professores. Se não é novidade para este governo a contestação social, também não é o tema da contagem do tempo de carreira dos professores, que se tem vindo a tornar um dos mais flagrantes casos de incompetência política deste executivo, com o ministro Tiago Brandão Rodrigues à cabeça.