A anca de Umtiti

10 de Julho. Um grande jogo de futebol, em que um país com pouco mais de 10 milhões de habitantes tenta contrariar o poderio francês. Emoção, suspense, explosão de felicidade. Isto em 2016, claro. Em 2018 foi mais chato, nem as traças apareceram. Já no mercado animação não faltou. Bruno Fernandes foi apresentado como grande novidade do SCP (fazendo lembrar aqueles casais que se divorciam e depois casam outra vez, chateando todos os convidados que têm de dar nova prenda), o Real fez uma atençãozinha nos 1000 milhões da cláusula de CR7 e Podence percebeu que na Grécia há presidentes que entram armados em campo. Por um lado deve ter ficado arrependido, por outro, aliviado por Bruno de Carvalho não ter licença de porte de arma. Voltando ao jogo, estava a torcer pela Bélgica, claro. Como estaria por qualquer equipa que defrontasse os bleus. Bom, talvez um França-Benfica me deixasse dividida. Embirro com os gauleses, admito. E acredito que quem não embirrava, passou a fazê-lo depois de ver a comemoração de golo do Umtiti. Que foi aquilo? Parecia ter uma luxação da anca. Devia dar anulação do golo, depois do VAR analisar a dança. Com tanto virtuoso em campo foi preciso um central para resolver. Tal como aconteceu no 1º particular do Benfica, com bis de Jardel. Por acaso não vi mas estava a torcer pelo Napredak, claro. Sou desses desde pequenina.

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Ferreira Fernandes

A Europa, da gasolina lusa ao palhaço ucraniano

Estamos assim, perdidos algures entre as urnas eleitorais e o comando da televisão. As urnas estão mortas e o nosso comando não é nenhum. Mas, ao menos, em advogado de Maserati que conduz sindicalistas podíamos não ver matéria de gente rija como cornos. Matéria perigosa, sim. Em Portugal como mais a leste. Segue o relato longínquo para vermos perto.Ontem, defrontaram-se os dois candidatos a presidir a Ucrânia. Não é assunto irrelevante apesar de vivermos no outro extremo da Europa. Afinal, num canto ainda mais a leste daquele país há uma guerra civil meio instigada pelos russos - e hoje sabemos, como não sabíamos ainda há pouco, que as guerras de anteontem podem voltar.

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Greta Thunberg

A Antonia estava em Estrasburgo e aproveitou para vir ao Parlamento assistir ao discurso da Greta Thunberg, que para ela é uma heroína. A menina de 7 ou 8 anos emocionou-se quando a Greta se emocionou e não descolou os olhos enquanto ela falava. Quando, no final do discurso, se passou à ronda dos grupos parlamentares, a Antonia perguntou se podia sair. Disse que tinha entendido tudo o que a Greta tinha dito, mas que lhe custava estar ali porque não percebia nada do que diziam as pessoas que estavam agora a falar. Poucos minutos antes de a Antonia ter pedido para sair, eu tinha comentado com a minha colega Jude, com quem a Antonia estava, que me envergonhava a forma como os grupos parlamentares estavam a dirigir-se a Greta.

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Margarida Balseiro Lopes

O governo continua a enganar os professores

Nesta semana o Parlamento debateu as apreciações ao decreto-lei apresentado pelo governo, relativamente à contagem do tempo de carreira dos professores. Se não é novidade para este governo a contestação social, também não é o tema da contagem do tempo de carreira dos professores, que se tem vindo a tornar um dos mais flagrantes casos de incompetência política deste executivo, com o ministro Tiago Brandão Rodrigues à cabeça.