Camões: Projetar 2020, na Cooperação, Cultura e Língua

Tem esta quarta-feira início o Seminário anual do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua.

Ao longo de dois dias, oradores com créditos firmados nas áreas de responsabilidade do Instituto, juntamente com membros do Governo e diversos funcionários dos quadros internos e externos do Camões, partilharão na Fundação Calouste Gulbenkian reflexões que certamente virão enriquecer as nossas, e apontarão caminhos que nos ajudarão a executar melhor as prioridades de mais um ano exigente.

O ano de 2019 foi um ano bom para o Camões. E o ano de 2020 anuncia-se como muito promissor.

O Cardeal José Tolentino Mendonça e o Embaixador Francisco Seixas da Costa, individualidades que dispensam apresentação e cujos percursos públicos são garantia de alta qualidade, são os convidados da sessão da manhã de quarta-feira.

As áreas da Cooperação, Cultura e Língua terão painéis dedicados, que funcionarão em paralelo e onde serão abordadas questões relevantes naquelas áreas, como a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia em 2021, a plena utilização da Cooperação para o Desenvolvimento executada pelo Camões em nome da União Europeia, os programas de apoio à internacionalização da cultura portuguesa, as estratégias de marketing digital para a promoção da cultura e língua portuguesas, ou as oportunidades e desafios dos bancos multilaterais de desenvolvimento.

Atestando uma linha de continuidade na ação cultural externa, que se vem consolidando ano após ano, a intervenção de fundo na sessão de abertura caberá ao ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros e a intervenção de encerramento caberá à ministra da Cultura.

Sendo múltiplas as funções do Camões e as atividades que delas decorrem, há duas que merecerão destaque particular em 2020. São elas a comemoração do Dia Mundial da Língua Portuguesa e a preparação da próxima estratégia da Cooperação portuguesa.

A primeira, porque a UNESCO em boa hora decidiu que a partir deste ano o dia 5 de maio será comemorado como o dia mundial da quarta língua mais falada no mundo. É uma honra para a nossa língua, mas também uma responsabilidade acrescida, e para a qual o Camões não deixará de dar o seu contributo.

A segunda, porque a preparação da próxima estratégia da Cooperação portuguesa - a atual vigora até ao final deste ano - será uma tarefa exigente, cujo processo se quererá certamente inclusivo, e que pedirá ao Camões, enquanto entidade a quem compete a coordenação da Cooperação para o desenvolvimento portuguesa, um esforço assinalável.

Estamos a celebrar um percurso de 90 anos ao serviço da promoção da Língua e da Cultura portuguesas e, mais recentemente, ao serviço da Cooperação para o desenvolvimento sustentável.

Estamos presentes em dezenas de países em todos os continentes, através de uma rede sólida, flexível e eficaz, que atua em geometrias variáveis e cujos índices de desempenho estão à vista nos resultados que vimos apresentando, seja no exercício da Cooperação para o desenvolvimento, seja na promoção da Cultura e da Língua portuguesas.

Presidente do Camões

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