70.º aniversário da NATO: a caminho de Londres

Na semana passada participei pela primeira vez numa reunião dos Ministros da Defesa da NATO. Nesses dois dias discutimos vários temas importantes, do incumprimento russo do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) à capacidade de adaptação da NATO à natureza mutável dos conflitos. As decisões que tomámos vão garantir que a NATO está apta a enfrentar os desafios do futuro e ajudar a manter os nossos cidadãos seguros.

Muitos acharam que a NATO se tornaria irrelevante com o final da guerra fria. Mas as ameaças que enfrentamos hoje são tão sérias como algumas vez foram. Com o ressurgimento da Rússia, cada vez mais agressiva e desafiante da ordem internacional baseada em regras; a ameaça quotidiana do terrorismo e; as novas tecnologias, que representam tanto uma oportunidade como um desafio para a nossa segurança; precisamos, mais do que nunca, de uma NATO forte.

O compromisso do Reino Unido com a segurança europeia é inabalável e assim continuará. Acreditamos que estamos mais seguros quando os nossos vizinhos estão mais seguros. E o nosso compromisso é claro. Temos milhares de efetivos em missões da NATO pelo mundo, da Estónia ao Afeganistão. Os nossos caçasTyphoon patrulham os céus do Báltico e, em breve, irão proteger o espaço aéreo islandês. Os nossos navios combatem a pirataria e os nossos submarinos nucleares têm contribuído para a segurança da NATO ao longo dos últimos 50 anos. O Reino Unido deu um contributo significativo para a Iniciativa da Prontidão da NATO por terra, mar e ar. O nosso futuro navio-chefe (flagship), o HMS Queen Elizabeth, e os novos jatos F-35 estarão no cerne deste contributo.

Dissuasão é melhor do que intervenção. Mas defender democracia, valores e aliados tem custos. Requer o melhor equipamento de defesa e um contributo para as missões. Como aliados, todos temos de honrar o nosso compromisso de investir 2% do PIB em defesa, de modo a podermos manter a segurança dos mil milhões de pessoas que a NATO protege coletivamente. O Reino Unido cumpre e continuará sempre a cumprir este compromisso.

Depois deste encontro com os meus homólogos, 29 ministros de diferentes países e origens, unidos nos interesses e valores, fiquei convicta de que é possível agir de uma forma concertada para ultrapassar os principais desafios com que nos deparamos. Num mundo incerto, é vital termos aliados com que podemos contar.

Será para nós um prazer receber a Cimeira da NATO em Londres em dezembro. Os desafios que enfrentamos hoje são diferentes daqueles que existiam quando a NATO foi fundada em 1949, mas não menos significativos. E vamos continuar a enfrentá-los juntos.

Ministra da Defesa britânica

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