Novos desafios

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O chumbo do Orçamento do Estado para 2022 trouxe instabilidade política ao nosso país, numa conjuntura em que Portugal ainda sofre as consequências nefastas de uma crise pandémica cujas implicações afetam vastos setores da sociedade. Todavia, esta crise político-partidária, causada pelo chumbo do Orçamento, pode e deve ser encarada como uma excelente oportunidade para a afirmação de um novo tempo, um novo rumo para Portugal.

O primeiro-ministro, António Costa, que disse preferir que o seu governo caísse a ter de recorrer ao apoio do PSD, viu o PCP e o BE desfazerem o casamento político de conveniência que mantinham desde a criação da geringonça, esboroando a frente de esquerda que dominava o panorama legislativo/governativo português.

Posto isto, e porque o Presidente da República foi muito rápido a apresentar como solução para a crise a realização de eleições, há que enfrentar os novos desafios com empenho e pragmatismo.

A oposição mais ao centro e à direita do PS foi apanhada por esta situação em contramão, tendo os seus atos eleitorais internos muito em cima das previsíveis datas das próximas eleições legislativas. É, portanto, neste quadro difícil (mas a vida é o que é) que o PSD vai a votos para eleger o seu novo líder.

Com dois protagonistas já anunciados - Rui Rio e Paulo Rangel -, cabe aos militantes do PSD ajuizarem qual deles pode competir com António Costa no ato eleitoral que se avizinha.

O que estará em causa nas próximas eleições internas do PSD não é meramente a escolha do seu líder partidário; antes a possibilidade de escolhermos o homem que tenha a força suficiente para levar o partido a vencer o PS e, mais importante, o homem certo para ser o próximo primeiro-ministro de Portugal.

Na minha opinião, esse homem é Rui Rio. E é Rio, por duas principais razões: primeiro, pelo trabalho realizado nos últimos quatro anos, superando todos os objetivos a que se propôs, apesar do rolo compressor de um Estado capturado pelo PS, e da constante pirotecnia crítica de "analistas e comentadores" que enxameiam os mais expressivos órgãos de comunicação social.

Em segundo lugar, porque, com a vitória de várias e importantes autarquias no passado ato eleitoral, Rui Rio levou grande parte dos portugueses a percecionar ventos de mudança. Ora, desperdiçar essa onda de expectativa seria incompreensível para todos os que veem o atual presidente do PSD como o próximo primeiro-ministro de Portugal.

Aproveitando a oportunidade que o DN me proporciona, quero deixar uma palavra aos barcelenses que me elegeram como presidente da Câmara de Barcelos, no passado dia 26 de setembro. Além de lhes agradecer uma vez mais, sublinho os grandes objetivos para a próxima década e nos quais já estamos a trabalhar: melhoria ambiental com enfoque no rio Cávado e no rio Neiva; construção do novo hospital; fecho da circular urbana; e supressão das passagens de nível.

No conceito de câmara aberta que queremos implementar, já estamos a reorganizar os serviços internos, a ultimar o novo organograma, a promover a melhoria dos serviços e a transparência de processos. Os barcelenses merecem e nós vamos cumprir.

Presidente da Câmara Municipal de Barcelos

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