Naqueles idos de Março

Notícia do Financial Times: algures neste mês de Maio, na circunspecta Zurique, a casa Numismatica Ars Classica levará a cabo um leilão de estalo e de estilo. À praça irá um pedacinho d"oiro, com um buraquito no meio, cuja base de licitação são 600 mil libras esterlinas, mas que - dizem - irá atingir valores infinitamente superiores. Em 2020, um pedacinho d"oiro igual a este, ou parecido, foi vendido em Roma por mais de três milhões de libras. Além destes dois, só há mais outro no universo inteiro, mas esse dificilmente será transacionado: pertence ao Deutsche Bank.

Assim, em todo o mundo, ao dispor dos compradores, há apenas duas rodelas amarelas daquelas, uma vendida em 2020, outra prestes a ir à praça. A razão do frenesim prende-se, pois, com a sua rarida" aureus, isto é, moedas de oiro feitas para celebrar o assassinato de Júlio César no mês de Março do ano 44 a.C. Com dois centímetros de diâmetro, numa das faces têm escrito "Eid Mar", abreviatura de "Eidibus Martiis" - nos "idos de Março", ao que parece na primeira lua nova do mês, tudo indica que no dia 15 desse mês. Na outra face, "Brut Imp" refere-se ao triunfo de Bruto, o que sugere, segundo os entendidos, que a moeda terá sido cunhada antes da Batalha de Filipos, no ano 42 a.C., o recontro final da chamada "Guerra dos Libertadores", quando Marco António e Augusto, do Segundo Triunvirato, esmagaram os liberatores de Roma que tinham assassinado César, ou seja, Bruto e Caio Cássio Longino, no contexto de um conflito entre a facção conservadora do Senado, os optimates, e a facção mais popular e progressista, os populares. A morte de César iniciou um período sangrento de guerras civis que destruíram a República Romana, fazendo nascer sob os seus escombros o Império e na moeda vêem-se duas adagas, ou punhais, simbolizando a dupla de conspiradores - Bruto e Cássio - e um pileus, ou "boné da liberdade", usado pelos escravos libertados, outro sinal político imensamente expressivo.

Existem muitos exemplares em prata de moedas comemorativas do assassinato de César, os denarii, mas de oiro, os aurei, só se conhecem três. Têm a particularidade de estar furadas num dos extremos, já que, muito provavelmente, se destinavam a ser penduradas ao pescoço, havendo quem diga que talvez tenham sido usadas pelos próprios conspiradores, em sinal de irmandade homicida e triunfo sangrento - o que, a ser verdade, aumentará muito o frisson disto tudo.

Naqueles dois centímetros de oiro, concentra-se, pois, muita História da Humanidade, sendo esta, porventura, a razão pela qual tanta gente está disposta a dar tanto dinheiro por estas moeditas. Ainda assim, desafia o nosso entendimento a ideia de que um pedaço de metal amarelo, do tamanho da ponta de um dedo, valha milhões e milhões de libras, euros ou dólares. Dir-se-á que o valor da coisa é aquele que alguém estará disposto a pagar por ela, o que será verdade, mas não explica tudo. Se um oligarca russo, um milionário chinês, um museu americano ou um colecionador alemão estão dispostos a pagar milhões por uma moeda romana, o valor é esse mesmo, aquilo que quiserem dar por ela, ou seja, the sky is the limit e nunca se saberá ao certo o que essa moeda intrinsecamente vale, ou não vale, pois tudo dependerá das circunstâncias do momento e da apetência dos compradores. Ainda assim, isso não explica porque é que há compradores que dão muitos milhões por um pedaço de metal tão velho. Dir-se-á que é pela raridade, outra verdade, mas que não chega: não existe no mundo um floco de neve igual a outro e, que se saiba, ninguém dará um cêntimo que seja por um bocado de água congelada. A raridade ajuda, mas não basta. Ora, talvez não seja necessário visitar os economistas clássicos e os debates sobre a "teoria do valor" para concluirmos que aquilo que, acima e antes de tudo, valoriza os "Eid Mar" aureus é a história e a cultura que condensam em dois centímetros de diâmetro. Não se trata, ou não se trata apenas, da sua raridade ou da sua antiguidade, pois por certo existem coisas raras e igualmente antigas que jamais atingirão preços tão estratosféricos. O valor destas moedas é, assim, absolutamente indissociável do episódio a que se reportam e do facto de esse episódio, volvidos tantos e tantos anos, ainda estar tão vivo na memória do mundo. Ou seja, e talvez paradoxalmente, o que explica o preço do oiro com a efigie de Bruto não é o facto de ele ser antigo, de um passado longínquo e definitivamente morto, mas de ser tão presente e tão actual, de ser um passado que ainda é presente, se quisermos. É por todos sabermos quem foi Caio Júlio César e o que fez na vida, por conhecermos de cor algumas das frases que proferiu, por termos lido livros, observado pinturas ou visto documentários sobre o seu assassinato, é por tudo isso, enfim, que aquela moeda tem o valor material que tem, que alguém está disposto uma fortuna por ela. No fundo, é César e o seu mito que lhe dão valor, o que não deixa de ser irónico ou paradoxal, já que in illo tempore aquelas moedas foram feitas e cunhadas para celebrarem a morte do ditador e para destruírem o poder do seu mito. Se acaso se tratasse de uma moeda igualmente antiga, igualmente rara, mas que ilustrasse um episódio hoje ignorado, uma personagem há muito esquecida, por certo que não alcançaria recordes no leilão que se avizinha. Diz-se que, no auge da glória, Júlio César terá mandado cunhar mais de vinte milhões de moedas de ouro obtidas nas pilhagens de guerra, dinheiro que fez distribuir pelos seus soldados. Não se sabe quantas dessas moedas terão sobrevivido até hoje, mas por certo serão raras e valiosas, ainda que não tanto como as cunhadas para celebrar a sua morte, preparada por mais de 60 conspiradores.

Entre os relatos nossos contemporâneos, a mais arrebatadora e poderosa descrição que conheço da morte de Júlio César (e os especialistas que me perdoem) foi feita pelo jornalista e escritor italiano Corrado Augias, num livro intitulado Os Segredos de Roma, que a Cavalo de Ferro editou em 2007. Está lá tudo: os presságios dos últimos dias, noites em que ditador mal dormira, atormentado por pesadelos sinistros com aves de rapina e homens envoltos em chamas; o aviso do arúspice Espurina, que César detestava, alertando-o para os idos de Março; a súplica de Cornélio Balbo para que César se fizesse acompanhar da fiel guarda hispânica; a noite de véspera, em que foi jantar a casa de Marco Lépido, onde bebeu vinho, coisa que raramente fazia, e em que um dos comensais lhe perguntou, de forma oblíqua, qual seria para ele a melhor das mortes, tendo César respondido que nunca quereria uma morte para a qual se pudesse preparar, sendo a melhor das mortes a imprevista. Frase extraordinária, de um homem conhecido pelos ditos memoráveis, desde o Vene, vidi, venci da sucinta mensagem enviada a Roma após a tomada de Zela ao Alea jacta est da travessia do Rubicão.

Na manhã fatídica, enquanto era vestido pelos seus escravos, a mulher, Calpúrnia, irrompeu pelo quarto, implorando-lhe que não fosse ao Senado, pois também ela tivera um sonho terrível, pressagiador da tragédia. César ignora-a, sai para a rua, leva a liteira fechada, mas, por entre as cortinas, avista Espurina, a quem se dirige de modo trocista: "tinhas-me falado nos idos de Março, como vês eles chegaram". "Mas ainda não acabaram", responde-lhe o adivinho. Depois, o drama máximo: perante 900 senadores, reunidos em assembleia magna, um punhado de homens acerca-se dele, rodeia-o - Cássio, Bruto, Casca, Trebónio, Pôncio Aquila -, enquanto Túlio Cimbro lhe segura os braços. Primeiro lentamente, depois em vertiginosa fúria, golpeiam-no à vez nos braços, no dorso, nas virilhas. César tenta uma reacção extrema, tem na mão um estilete, espeta-o em qualquer lado, talvez na carne de um dos traidores, e encosta-se à estátua de Pompeu em busca de amparo. À mercê das bestas, com um lado desguarnecido, vê Bruto aproximar-se dele de punhal na mão e ainda tem tempo para uma frase derradeira, para sempre lendária, Tu quoque, fili mi. A seguir, cobre o rosto com a toga e cai. O exame do cadáver permitiu verificar que foi alvo de vinte e três punhaladas, mas apenas um dos golpes, o do peito, foi mortal. Teria sobrevivido aos outros.

Suetónio narraria o que se passou a seguir:

"Foram-lhe desferidas vinte e três punhaladas e só emitiu um gemido ao primeiro golpe sem dizer uma palavra. Quando todos os assassinos fugiram em desordem, ficou muito tempo estendido no chão, morto. Por fim, três escravos depuseram-no em cima de uma padiola e levaram-no para casa. Morreu aos cinquenta e seis anos e foi incluído entre os deuses. Quanto aos seus assassinos, nenhum lhe sobreviveu mais do que três anos e nenhum morreu de causas naturais. Alguns suicidaram-se com o mesmo punhal com que haviam ousado feri-lo".

A moeda d"oiro que irá à venda, algures neste mês de Maio, é produto e símbolo de tudo isso e, assim, não admira o valor que estão dispostos a pagar por ela. Mas é curioso pensar que aquilo que dá o valor monetário ou material a uma coisa, a um objecto do tamanho de uma unha, é algo totalmente imaterial e intangível, da ordem da cultura e do espírito, pertencente ao passado e à História. No fundo, o preço do "Eid Mar" aureus exprime, de forma absoluta, a natureza artificial do dinheiro, em que uma nota de dólar só vale um dólar e só serve para comprar coisas porque assim o convencionámos. Caso contrário, não passaria de um pedaço de papel verde com o rosto de George Washington. Se todo o dinheiro é uma convenção humana e uma construção cultural, nunca como hoje isso foi tão evidente: antigamente, as moedas ainda eram feitas de oiro ou de prata, tinham alguma correspondência com uma certa materialidade e tangibilidade. Hoje, pelo contrário, alcançou-se a desmaterialização plena do dinheiro e, porventura, da própria noção de valor. As criptomoedas são a etapa final desse processo e o exemplo máximo dessa teatralidade. São, também, exemplo máximo do nosso tempo, na medida em que só a tecnologia de que hoje dispomos permite a existência de um mercado como aquele, e, sobretudo, porque a aposta nas criptomoedas significa que existem milhões de pessoas que estão dispostas a trocar a confiança em mercados regulados e a segurança dos supervisores bancários pela promessa de lucro rápido dado por entidades sem rosto em paragens obscuras da Internet. Não sou especialista no assunto, longe disso, mas interrogo-me sobre se a criação deste gigantesco mercado paralelo não será, ao cabo e ao resto, reflexo da mesma desconfiança em relação às instituições que explica o voto em Trump ou o sucesso do Brexit, apostas desesperadas que rapidamente se convertem em desilusões, como ainda há pouco vimos com o cataclismo sentido numa das principais e mais estáveis criptomoedas, o Terra Dólar, em que muitos ficaram a arder em brasa, com prejuízos estimados em 45 mil milhões de dólares. Há dias, nas páginas do Público, o economista Ricardo Cabral perguntou-se como foi possível dezenas de milhares de pequenos investidores terem confiados as suas poupanças a «este esquema improvável e surreal» ("A maior bolha especulativa da história da humanidade em risco?", Público, 16/5/2022). A resposta é uma e só uma: ganância. Espanta, de facto, que gente informada, capaz de se aventurar nos meandros das moedas virtuais (coisa que, no meu caso, seria virtualmente impossível), ainda se deixe levar pelos velhos e mesmíssimos esquemas de Ponzi que entre nós vitimaram os apostadores na Dona Branca, que na Índia permitiram a um artista chamado Subrata Roy burlar qualquer coisa como 1,4 milhões de desgraçados, que na Rússia de 1994 provocaram o escândalo da MMM, que lesou entre 5 a 10 milhões de pessoas, como nos conta Masha Gessen em The Future is History. How totalitarianism reclaimed Russia, obra essencial para compreendermos a ascensão de Putin e a sua ditadura (as quais, obviamente, são indissociáveis do capitalismo de casino da era Ieltsine e de fraudes gigantescas como aquela e das legiões de lesados que deixaram).

Levada ao paroxismo, a teatralidade do dinheiro faz com que, às vezes, as palavras ditas por um ser humano, o verbo efémero de que os romanos falavam (verba volant, scripta manent), tenham um efeito material enorme, gerando lucros ou criando prejuízos de milhares de milhões, com isso afectando a vida, o bem-estar e a felicidade de outros milhares e milhões de seres humanos. Há dias, umas palavrinhas de Elon Musk, um milionário típico do nosso tempo, provocaram um terramoto e fizeram cair as acções do Twitter mais de 17%. E, nos idos de um outro Março, já não os de César em Roma, mas os da covid em 2020, Christine Lagarde fez um comentário en passant em resposta à pergunta de um jornalista, que depois corrigiu, o qual teve por efeito provocar uma subida da factura dos juros a pagar por Itália no montante 14 mil milhões de euros por ano. Houve quem fizesse as contas: por cada uma das sete palavras que Lagarde proferiu, o custo para Itália foi, ou teria sido, de 2 mil milhões de euros. Quando uma simples palavra de um ser humano pode ter um valor de 2 mil milhões de euros é caso para pensarmos em que mundo vivemos - e as respostas que encontro, os leitores que me desculpem, não são mesmo nada auspiciosas.

A contabilidade daquelas palavras da presidente do BCE é feita num livro magnífico acabado de sair entre nós, Paralisação. Como a Covid abalou a economia mundial (Relógio D"Água), do historiador Adam Tooze. De leitura obrigatória: a retrospectiva de tudo o que vivemos em tempos muito recentes - e, aliás, continuamos a viver - deixa-nos boquiabertos com factos que já esquecemos ou até que ignorámos, no torvelinho noticioso daqueles dias de caos e brasa. Entre o muito que ali aprendi, e que desconhecia por completo, soube que, em finais de 2020, foi posto em marcha o maior acordo comercial da História, a Parceria Regional Económica Abrangente (RCEP), a qual, sob a liderança da China, inclui todos os países do Sudeste asiático, o Japão, a Coreia do Sul, a Austrália e a Nova Zelândia, com um PIB combinado superior ao de EUA-Canadá-México ou ao PIB da União Europeia. Alguém com responsabilidades já pensou nas implicações disto tudo para a Europa e para Portugal? Porque é que uma notícia colossal como esta foi tão pouco falada e debatida entre nós?

Quanto ao combate ao coronavírus, a conclusão de Adam Tooze não é sombria nem pessimista; pelo contrário, o livro saúda o activismo da Reserva Federal norte-americana e daquilo a que chama «políticas keynesianas saudáveis» na forma bem-sucedida como lidámos com os efeitos económicos da pandemia, uma lição que, segundo ele, deveria servir de exemplo na luta contra as alterações climáticas. Mas se a Covid nos alertou, ou devia ter alertado, para as alterações climáticas (pois a pandemia foi, ela própria, consequência do climate change), a invasão da Ucrânia pela Rússia deveria servir de aviso para um perigo maior, a China. É preciso lembrá-lo: a Alemanha não se deixou seduzir apenas pelo Nord Stream 2 e pelo gás e petróleo russos; como diz Adam Tooze, "para a indústria automóvel alemã, a rápida recuperação da pandemia pela China foi uma tábua de salvação. Em 2020, a China foi o salva-vidas tanto da Daimler como da BMW". O mesmo ocorre com a indústria química germânica, com dados esmagadores: é na China que são feitos 60% dos investimentos globais da gigante BASF, empresa que, em 2019, abriu em Cantão o seu maior e mais recente projecto, uma fábrica de 10 mil milhões de dólares.

Era tempo de a Alemanha e das suas grandes empresas, bem como dos demais países e empresas do Ocidente, perceberem que, se não arrepiarmos caminho, o erro colossal feito com a Rússia irá repetir-se com a China, desta feita a uma escala muito maior e com muito mais graves consequências. O pequeno Putin mostrou que a interdependência económica não é, em si mesma, um factor de segurança e de paz, ao contrário do que sempre foi a convicção de Angela Merkel e dos outros líderes europeus. Como agora se vê, essa ilusão pôs-nos de mãos atadas, à mercê do gás e do petróleo russos. Com a China irá passar-se fatalmente o mesmo, mas em pior. Já hoje, Pequim persegue os uigures, sufoca os tibetanos e o Dalai Lama, prende o cardeal Zen, antigo bispo católico de Hong Kong, esmaga os activistas pela democracia e pelos direitos humanos - e o Ocidente pouco ou nada faz, manietado que está pelos interesses e pelos negócios. Governos e grandes empresas comportam-se, no fundo, da mesmíssima maneira do que os gananciosos que se tramam nos esquemas em pirâmide e se entalam nos negócios das criptomoedas. A China é o Ponzi das nossas democracias.

A dado passo do seu livro, Adam Tooze refere que dois académicos - Jeffrey Sonnenfeld, da Yale School of Management, e o historiador Timothy Snyder - tiveram um papel discreto, mas decisivo, na mobilização dos executivos das grandes empresas norte-americanas contra as tentativas golpistas de Donald Trump de finais de 2020, que culminaram na bárbara invasão do Capitólio em Janeiro do ano seguinte. Agora, estão novamente do lado certo: Snyder tem livros sobre a "terra sangrenta" do coração da Europa e sobre as velhas e novas tiranias; Sonnenfeld coordena uma equipa que, na Universidade de Yale, criou e mantém a base de dados mais fiável e actualizada sobre as empresas ocidentais que, apesar de tantos massacres, continuam a fazer negócios com a Rússia. Além das mais conhecidas (Lacoste, Grupo Auchan, Leroy Merlin, Benetton, Calzedonia, Clarins, Armani, Hard Rock Café), ainda encontramos, com graus variáveis de envolvimento, mas sem uma ruptura definitiva com o regime de Putin, empresas portuguesas como a Corticeira Amorim, a Carmin, a J. Neves & Filhos, a Mocapor, a Navigator, a Galp. Invocam-se mil e um argumentos para esse efeito, desde a sorte dos trabalhadores e do povo russo às dificuldades de uma saída limpa. Muito bem, talvez sejam argumentos válidos, só avaliáveis caso a caso. Mas, sendo assim, e para provar que estão mesmo de alma e coração com o sofrimento do povo ucraniano, e que não estão a recorrer a artimanhas para continuarem a ganhar dinheiro a Leste, deveriam essas empresas, todas elas, canalizar os lucros que continuam a fazer na Rússia para um fundo de emergência de apoio aos refugiados de guerra. Assim, tudo ficaria claro e transparente - para os governos, para as próprias empresas e sobretudo para os consumidores europeus. Não será uma boa ideia?

Historiador. Escreve de acordo com a antiga ortografia

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