As eleições do próximo dia 24 de setembro constituem uma oportunidade única para a Região Autónoma da Madeira iniciar uma nova fase no seu percurso político e colocar um fim a um ciclo de quase cinco décadas que foi pautado pelo domínio hegemónico do PSD. Com o devido respeito por alguma da obra realizada, a qual contribuiu inegavelmente para que a Madeira e o Porto Santo deixassem de ser as zonas mais atrasadas do país, a governação social-democrata, especialmente nos últimos 20 anos, foi caracterizada por um número de circunstâncias, acontecimentos e tendências que não só não abonam a favor de uma Democracia que se quer madura e funcional, mas também converteram a liderança regional no epicentro de problemas graves, que têm afundado as condições de vida e a esperança no futuro de milhares de famílias..Obviamente, tudo isto seria fácil de evitar se o Governo Regional tivesse presente a noção mais básica da política, nomeadamente de que a mesma é um exercício de proximidade, que vale, acima de tudo, como uma oportunidade para servir os outros, especialmente aqueles que vivem nas periferias económicas e sociais das comunidades, e não como um meio para garantir favorecimentos, reconhecimentos ou um enriquecimento rápido para si mesmo, para a família ou para os amigos. Porém, este princípio, que é tão simples quanto fundamental para o correto funcionamento público de todas as regiões do país e do mundo, nada tem a ver com a forma como o poder tem sido gerido e usado nesta região atlântica..Aliás, para quem não vive barricado em ricos gabinetes, não atravessa a cidade em carros de vidros escuros fechados, não almoça em unidades hoteleiras de topo e não circula nas festas da nata social, a realidade é clara como água: a ilha-paraíso que o Governo Regional tanto apregoa, por razões de mera conveniência política, nos certames turístico que são realizados no país e no estrangeiro é, para aqueles que lá habitam, uma região com uma carga fiscal asfixiante, serviços de Saúde ineficientes, serviços de Educação movidos pela exploração à exaustão dos professores, ligações aéreas que prendem os cidadãos às ilhas e esquemas de corrupção que sufocam o mérito de tantos madeirenses que acabam por desistir perante as cunhas que predominam em demasiadas empresas e o amiguismo que fez escola na Administração Pública..Como se isto não fosse suficiente, em vez de uma liderança competente, dinâmica e determinada, os madeirenses têm um presidente e secretários que estão rendidos aos luxos dos cargos que temporariamente ocupam, focados na prosperidade das empresas às quais estão (veladamente) associados e comprometidos com a única missão de resolver a sua vida, usando e abusando para esse efeito da Causa Pública, que tanto colocam ao seu dispor. Na realidade, não é desacertado afirmar que a única governação em que os atuais dirigentes políticos na Região acertaram foi a da sua própria vida, pois todos eles enriqueceram e alguns deles até foram de falidos a milionários, ao passo que os madeirenses empobreceram e a própria Madeira é hoje a região mais pobre de Portugal..Contra tudo isto e amplamente motivado para fazer a diferença, o CHEGA-Madeira apresenta-se a eleições, tendo, para cá chegar, ultrapassado vários processos judiciais movidos por marionetas do poder instalado, que nos queria derrotar na secretaria. Tais táticas, que nos remetem para a era soviética, quando as jogada de bastidores supriam a falta de argumentos lógicos, apenas aumentam, ainda mais, a nossa determinação e confirmam que estamos no rumo certo. Ao contrário do que os nossos adversários tanto queriam, não estamos abalados, mas extremamente focados em ajudar a Madeira a virar a página da História..Sabemos que nada está garantido e que, até dia 24, a humildade, o trabalho e a proximidade às pessoas são, e continuarão a ser, os nossos principais aliados. Não podem ser outros os valores pelos quais nos pautamos, pois o futuro da Madeira, tal como o do nosso partido, constrói-se de cabeça levantada e olhos firmes no horizonte de prosperidade que todos nós queremos alcançar. A Madeira merece!.Presidente do CHEGA-Madeira