Em Bragança como no resto do mundo
Podia, certamente, utilizar a frase do título para falar de Bragança como o local ideal para viver, visitar e trabalhar. Não seria, contudo, justo para este território. Porque a verdade é que, em Bragança, não se vive, não se trabalha e nem se está como no resto do mundo.
Aqui e a partir daqui - e não falo, apenas, enquanto autarca, mas como cidadão - vive-se, trabalha-se e está-se melhor do que em qualquer outra parte do mundo.
Acolhemos, ao longo deste mês de maio, quatro famílias, entre as quase 1900 candidaturas recebidas, que escolheram Bragança como o seu lar, a partir de onde continuam a trabalhar, sem qualquer impedimento ou constrangimento, mas, agora, com uma grande diferença: com tempo para desfrutarem da família, da natureza, da boa gastronomia ou, simplesmente, da vida.
A verdade é que, em Bragança, não estamos, apenas, no interior, com toda a conotação negativa que, através desta denominação, ousam continuar a imputar-nos.
Em Bragança, estamos, orgulhosamente, no interior de Portugal, mas, também, mais próximos do centro da Europa do que qualquer outra cidade portuguesa.
Estamos mais próximos do verde de uma natureza que nos chama e que inebria.
Mais próximos dos sabores de antigamente, levados ao pote e confecionados por mãos sábias que só aqui se encontram.
Mais próximos do vizinho do lado que, antes de batermos à porta, já nos manda entrar.
Aqui, em Bragança, estamos mais próximos daquilo que é essencial.
Presidente da Câmara Municipal de Bragança

