A Verdade da mentira

Iniciado o novo ano, os protagonistas do executivo decidem reeditar a, já conhecida dos portugueses, série: "vitimização socialista". A inoperância e falta de respostas do governo simbolizam o desespero que atravessa o executivo, apostado em reagir, tarde, atabalhoadamente, sem a mínima capacidade de planeamento e gestão das várias crises que o afetam . Ainda recentemente, o apelo ao sentido patriótico e critica daqueles que sempre apontaram uma alternativa ao falhanço vigente na gestão da pandemia, ilustra bem a distopia da visão do primeiro ministro, não fosse este, o principal responsável por colocar o nome de Portugal na lama com sucessivos casos de favorecimento, falta de transparência e com ministros, sem sentido de estado para assumir as suas responsabilidades, que colocam em causa as instituições que tutelam.

Volvido quase um ano da pandemia é inaceitável que se utilize constante mente o problema da gestão das redes de contágio como justificação para o descontrolo da situação pandémica sem que se tenha procurado qualquer tipo de solução para o problema. Os portugueses estão condicionados, não circulam em liberdade e respeitam o que é imposto pelo estado, afinal o que está a falhar? Para além da falsa sensação de que o governo está a atuar preventivamente, o essencial não é concretizado com assertividade, pragmatismo e experiência. Continuamos sem entender porque não são as Forças Armadas, por exemplo, a liderar estes processos com a sua experiência logística e organizacional, em vez de se andar constantemente a sobrecarregar a saúde pública, o SNS, os médicos e enfermeiros que já estão desgastados e que têm de continuar a garantir assistência. Aparentemente parece que não se aprende nada com o tempo. Se o desconhecimento inicial serve de justificação, persistir no erro por pura teimosia nada mais é que o reflexo de manifesta impreparação e incompetência.

António Costa encontra-se no fio da navalha, estamos perante um governo que foi constituído para se bastar a si próprio, qual mero projeto de sobrevivência política, cedendo, para o efeito, às exigências da extrema esquerda. Não fosse isso, e nada justificaria a constante sobreposição da ideologia ao bom senso na hora da decisão. Tudo isto significa que a acção de hoje está entre a ilusão, de que mais constrangimentos à nossa liberdade resultam, e a incompetência, pela falta de antecipação de cenários e planeamento nas respostas.

O primeiro-ministro já montou a estratégia, para uma vez mais justificar o seu falhanço e incompetência. Responsabilizar os portugueses, individualmente, pelo descontrole dos números de contágio e assim continuar a impor a ditadura do medo e das restrições parece ser a única estratégia em que o governo aposta.

10 dias após as celebrações do Natal, começaram as notícias de que o relaxamento vivido à data conduzira a um aumento do número de contágios e de internamentos, apesar de os eventuais efeitos desta época ainda não se poderem medir e constatar, factualmente. O que realmente a máquina de propaganda do governo parece estar apostada em esconder é que os números revelam, acima de tudo, a ineficácia e o padrão de contradição das medidas do governo no período de pré-Natal, em que, devido às restrições completamente absurdas e sem validade empírica, foi necessário, por exemplo, que as pessoas se aglomerassem e concentrassem no mesmo período nas superfícies comerciais e noutros espaços comuns.

Para além disso, no final do ano assistimos a uma diminuição brutal do número de testes, em cerca de 85%, o que conduziu a uma diminuição do número de casos. Com a abertura do novo ano e no período pós festas natalícias, tem-se assistido à recuperação do número de testes, tendo aumentando mais de 500% em relação aos praticados, por exemplo, no dia 25, o que impulsionou o número de casos.

Está em marcha o discurso do mal necessário e daí usarem firmemente o medo como principal aliado para impor uma tirania meiga e encobrir a incompetência dos seus responsáveis, simplesmente com o argumento do "bicho". Desde logo assente numa contradição factual, enquanto a ministra afirma que o serviço de urgências está em colapso, a mesma tutela indica na sua página oficial uma redução atroz no número de idas ao serviços de urgência comparativamente ao ano anterior. Por outro lado, preparam-se para voltar a culpar os portugueses e as suas atitudes e assim sendo não pode haver facilitismos e espantem-se, o mesmo governo que dizia que o país não sobreviveria a um novo confinamento geral e que este era impensável, prepara-se precisamente para impor o seu contrário, escravizando os portugueses e as empresas, empurrando milhares para a falência e a miséria, mas tudo vai ficar bem, porque é precisamente esta miséria que alimenta o socialismo.

Vivemos num estado de negacionismo colectivo, de medo e somos representados por políticos de circunstância, incapazes de contrariarem e questionarem aquilo que nos querem impor, mas haja a coragem de votarem contra um novo estado de emergência, exigindo mais acção efectiva do governo.

Presidente da Juventude Popular

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