“A minha definição de um bom
hotel é um lugar onde eu ficaria.”
Com os dias maiores e mais amenos, é natural e desejável que se viaje mais. Viajar é uma oportunidade para interagir, quebrar rotinas e conhecer novas realidades. É também escolher os melhores locais para descansar e ficar hospedado.
Nessa decisão, o preço e a localização são determinantes, mas há outros fatores a considerar, capazes de contribuir para o bem-estar dos hóspedes e de acrescentar valor aos hotéis escolhidos, idealmente, a unidades de proprietários portugueses.
Deixo dez sugestões para a próxima viagem e para uma escolha mais consciente do local de estadia:
1. O turismo cultural ou de natureza, dirigido a populações específicas, como a população sénior, é uma realidade em crescimento. Permite manter fluxos turísticos ao longo do ano e evitar o turismo de massas.
2. O futuro passa pela ecologia, pela reciclagem e pela sustentabilidade. Apostar nestes critérios pode ser um elemento diferenciador.
3. Para quem utiliza veículos elétricos ou híbridos, a existência de postos de carregamento acessíveis e em boas condições de funcionamento é um fator que contribui para a decisão final.
4. As redes Wi-Fi não são um luxo, nem uma necessidade apenas dos mais jovens. A tarifa do quarto deve incluir um pacote básico que funcione sem interrupções em todos os quartos.
5. O elemento mais importante de um quarto é o colchão. Colchões desconfortáveis, gastos ou fininhos só enganam a primeira vez. Deveria haver a possibilidade de personalizar a escolha do colchão.
6. O telefone dos quartos raramente é usado, exceto para contactar a receção ou o serviço de quartos. Não se justifica ocupar tanto espaço nas mesas de cabeceira com uma central telefónica cheia de botões.
7. Todos os hóspedes viajam com telemóveis que precisam de ser carregados e que, muitas vezes, servem de despertador. Devem existir tomadas elétricas por cima das mesas de cabeceira que não desliguem com as luzes do quarto.
8. Não deve ser necessário um “curso superior” para ligar as luzes do quarto ou mexer na misturadora do duche. O segredo é simplificar.
9. É demasiado frequente molharmos a casa de banho durante o duche. Resguardos minimalistas raramente servem os mais altos, os menos ágeis ou os menos preocupados com estas “inundações” evitáveis.
10. Os frascos doseadores de gel de banho, champô e amaciador são geralmente iguais ou parecidos, e não se conseguem ler as etiquetas sem óculos, que não é habitual levar para o duche. Não seria possível usar um sistema universal de identificação? Desculpem a franqueza, mas estou farto de tomar banho com o amaciador.
Viajar dá saúde e promove o envelhecimento saudável. Viaje sempre que possa!