Três notas positivas na resposta às tempestades

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Passados os dias de maior aflição na sequência do comboio de tempestades que atingiu Portugal a partir de 28 de janeiro - primeiro com a depressão Kristin, a que se seguiu a Leonardo, a Marta e a Nils - e com as zonas mais afetadas a recuperarem, num processo que vai levar meses a completar, julgo ser o momento de destacar, pela positiva, algumas das personalidades que durante os dias mais problemáticos estiveram na linha da frente, não se refugiando em “momentos de aprendizagem” e de trabalho de secretária.

Na impossibilidade de destacar todos os que desde a primeira hora estiveram no terreno a ajudar as populações e a chamar a atenção para as dificuldades que estas enfrentavam, há alguns elogios a fazer. A presidente da Câmara de Coimbra é uma dessas personalidades. Desde a primeira hora que Ana Abrunhosa foi a cara das decisões tomadas na sua região, demonstrando grande capacidade de comunicação, explicando as decisões que tomava sem rodeios. Uma atitude que mereceu do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o elogio: “Esteve sempre tesa.”

Outro autarca que ganhou exposição mediática foi o presidente da Câmara de Leiria. A sua região foi a que mais sofreu com a depressão Kristin, a qual provocou milhões de euros de prejuízo e deixou milhares de pessoas sem eletricidade e inúmeras casas e empresas sem telhados. Gonçalo Lopes esteve, igualmente, desde o primeiro momento na rua a acompanhar os problemas dos seus munícipes e ainda teve de ouvir a ex-ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, dizer que não sabia “o que falhou” na prevenção e posterior apoio às populações afetadas. Acrescentando ter esta situação sido uma “aprendizagem coletiva”. Quem viu as imagens televisivas também percebeu a expressão, no mínimo de surpresa, do autarca. O seu compromisso com a população ficou expresso na entrevista publicada no Diário de Notícias, no passado dia 12, quando frisou: “Deixarei este quartel dos bombeiros quando todos em Leiria tiverem eletricidade.” O que ainda não aconteceu.

Por último, destaque para a ministra do Ambiente e Energia. Maria da Graça Carvalho foi a governante - a par do primeiro-ministro - que mais apareceu no terreno. É certo que a gestão de barragens, caudais, etc., é da competência da Agência Portuguesa do Ambiente, mas a verdade é que andou nas zonas afetadas, falou com as pessoas e tomou decisões. É verdade que fez o seu trabalho, mas perante o que se passou com outros elementos do Governo, acaba a receber elogios.

Diário de Notícias
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