A formalização da recandidatura de André Ventura à presidência do Chega assinala uma nova etapa num projeto político que, ao longo dos últimos sete anos, conquistou um lugar de destaque na vida democrática portuguesa. É também uma oportunidade para refletir sobre o caminho percorrido, as responsabilidades que hoje assumimos e a ambição que deve orientar o futuro do partido e do país.
Enquanto deputado à Assembleia da República, presidente da Distrital do Chega de Viana do Castelo e Coordenador-Geral da Comissão Autárquica Nacional, subscrevi esta recandidatura com convicção e firmeza. Um apoio que assumo também a título pessoal, pela confiança que deposito na liderança de André Ventura, no seu percurso e na determinação com que tem defendido o nosso projeto político.
Sete anos depois da sua criação, o Chega é hoje a segunda maior força parlamentar. Um crescimento que reflete o trabalho desenvolvido em todo o território nacional, a dedicação das estruturas e a capacidade de dar expressão política às preocupações de muitos portugueses.
Acompanhei uma parte significativa deste percurso e conheço as exigências que lhe estão associadas. A política exige disponibilidade, persistência e capacidade para enfrentar momentos difíceis. Exige, sobretudo, que nunca se perca de vista a razão fundamental do nosso compromisso: trabalhar por Portugal e pelos portugueses.
É por isso que considero esta recandidatura particularmente importante. André Ventura demonstrou, ao longo destes anos, uma determinação que reconheço e valorizo. Essa confiança assenta também na convicção de que a próxima etapa exige continuidade, preparação e um sentido de responsabilidade ainda maior.
Portugal enfrenta desafios que não podem continuar a ser adiados. O aumento do custo de vida, a elevada carga fiscal, as dificuldades no acesso à habitação, os problemas nos serviços públicos e a falta de oportunidades para muitos jovens exigem respostas concretas. São estas preocupações que devem ocupar o centro da ação política.
O Chega tem hoje uma responsabilidade acrescida. O crescimento eleitoral e a presença cada vez mais expressiva nas instituições exigem que estejamos preparados para apresentar soluções, aprofundar propostas e assumir responsabilidades governativas, sem abdicar dos princípios que estiveram na origem do partido.
Revejo-me na ambição expressa por André Ventura de preparar o Chega para governar Portugal, preservando a sua identidade e a capacidade de questionar aquilo que considera necessário mudar. A firmeza das convicções deve caminhar lado a lado com a competência, o rigor e a responsabilidade.
No exercício das minhas funções parlamentares e no acompanhamento das estruturas autárquicas, tenho confirmado a importância da proximidade às populações. É no contacto com as pessoas, com as suas dificuldades e expectativas, que melhor compreendemos a dimensão dos desafios que temos pela frente.
Os próximos anos serão determinantes. Mais do que celebrar o caminho percorrido, importa olhar em frente, reforçar a preparação das nossas estruturas e demonstrar que a ambição de governar deve traduzir-se em propostas consistentes e resultados concretos.
Portugal precisa de uma mudança que se faça sentir na vida das pessoas. Precisa de governantes que conheçam as dificuldades dos portugueses, que escutem as suas preocupações e que coloquem o interesse nacional acima das conveniências políticas. Precisa de uma política mais próxima, mais responsável e verdadeiramente comprometida com o futuro do país.
É esta a ambição que reconheço no nosso projeto liderado por André Ventura e que considero essencial para os desafios que Portugal enfrenta.
Por Portugal, pelos Portugueses.