Seguro

Publicado a

António José Seguro, 63 anos, nascido em Penamacor, Presidente da República Portuguesa.

Foi secretário de Estado, ministro, e Eurodeputado, secretário-geral do Partido Socialista. Leccionou na Universidade Autónoma e no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.

Foi, desde sempre, alguém que pautou a sua existência pela honestidade, pela integridade, pela ideia da relevância da prestação de um serviço público, pela defesa de convicções que se cruzam nos princípios da Liberdade e da Democracia, pela aposta na transparência processual e na prestação de contas sempre que estejam em causa projectos de interesse colectivo. Enfim, alguém que sempre procurou servir o país, respondendo positivamente aos anseios da Comunidade a que pertence.

Para o subscritor deste curto texto, importa assumir que sempre o considerou e admirou, não tendo dúvidas de que reunia as condições de poder vir a ser um bom Presidente da República Portuguesa.

A ideia de contribuir para a criação de condições de um clima de maior tolerância, de diálogo, de transparência, quebrando “barreiras” entre sectores distintos, apostados na defesa de democracia e do bem comum, foi, desde sempre, algo que o empolgou, na esperança de ajudar a construir um Portugal melhor, numa fase existencial - como é a actual - complexa e atribulada.

Foi uma boa escolha.

Foi uma opção pela Liberdade e pela Democracia.

Foi uma opção pela honestidade, com rejeição clara de políticas orientadas pela mera defesa de interesses, em muitos casos atentatórios do Bem-Estar Geral.

Foi uma opção pela moderação e pela decência.

Foi uma opção pela aposta no progresso social e na justiça, tendo em conta o património acumulado de direitos sociais que - fruto de circunstâncias históricas - têm vindo a ser evidenciados ao longo de um processo que, com altos e baixos, tem sido globalmente enriquecedor.

Foi uma opção pela busca de uma evolução no sentido do multilateralismo e não de um reforço de um bilateralismo caduco.

Foi uma opção pelo reforço do Estado de Direito e não do predomínio do direito ditado pela força.

Foi a opção que muitos, homens e mulheres, jovens e velhos, ricos e pobres, cultos e rudimentares, fizeram nas eleições presidenciais.

O Mundo, a Europa e Portugal estão numa encruzilhada, agora que o Ocidente conheceu a deriva “Trumpista”, que a Europa precisa de enveredar por um reforço - difícil de concretizar - do processo integracionista e que Portugal passou por um cataclismo que poderá afectar, sobremaneira, o futuro da sua economia e da sua sociedade.

Sou dos que acreditam na sua capacidade de unir os portugueses, de resistir a interesses alheios ao Bem-Estar Nacional, no seu sentido de equilíbrio e, sobretudo, no sentido patriótico que o move com o último propósito de ir ao encontro do que poderá ser melhor para o nosso país.

E o meu voto é de que consiga atingir os seus objectivos e de que continue a ser fiel aos princípios e valores que sempre o nortearam.

Nem mais, nem menos…

Escreve sem aplicação do novo Acordo Ortográfico

Diário de Notícias
www.dn.pt