Os Técnicos Auxiliares de Saúde, que trabalham no SNS, setor privado e social, 120 mil.
Infelizmente são um grupo em que a comunicação social pouco ou nada fala, para a respetiva só existem médicos e enfermagem, mas são os que passam mais tempo com os utentes / doentes.
Ganham pouco mais do Salário Mínimo Nacional e, por isso, ganha-se mais a trabalhar num hipermercado, e nós trabalhamos com vidas humanas, mas também somos humanos, também adoecemos – mais de 70 % está em total burnout, o que dá azo a terem acidentes de trabalho, também por falta de ajudas técnicas: no fundo continuamos a não ser considerados profissionais de saúde.
São mais conhecidos pelos "Invisíveis Indispensáveis", os "Outros", os "Parentes Pobres da Saúde" e – perdão pela expressão – também conhecidos pelos "Limpa Rabos", uma profissão de risco, de desgaste rápido e de insalubridade, e ao trabalhar com os dados dos utentes / doentes, mas não têm um código deontológico.
Uma profissão que não é valorizada e respeitada, que está com uma média de idade de 58 anos, não acontece a renovação, e porque não é atrativa, e muito mal paga, que além das suas funções, acabam por ser tipo moços de recados, como ter de fazer trabalho de outras categorias, como os que trabalham na logística, na farmácia, e até fazer a cama do médico, limpar e lavar os gabinetes das chefes de enfermagem, que tem formação, qualificação e certificação de nível 4 e 5, com 3 anos de formação.
Só queremos ser reconhecidos e respeitados..