Antes de a bola começar a rolar para o campeonato, o FC Porto já entra na nova época com a possibilidade de conquistar mais um troféu. Este sábado, às 20h15, no Estádio Cidade de Coimbra, os dragões defrontam o Torreense na Supertaça Cândido de Oliveira, num duelo que, mais do que decidir um troféu, serve para perceber se a mentalidade vencedora da temporada passada resistiu ao verão. Depois de uma caminhada longa e exigente até à reconquista do Campeonato Nacional, chega agora o momento de provar que aquele triunfo não foi um episódio isolado, mas o arranque de um novo ciclo de domínio.A época 2025/26 ficará guardada na história recente do clube como a temporada da resistência recompensada. O FC Porto sagrou-se Campeão Nacional da I Liga, conquistando o 31.º título do seu historial. Um título sustentado em disciplina tática e em gestão emocional, mais do que em exibições deslumbrantes – e é precisamente essa mentalidade de trabalho que o Porto transporta para esta nova época.No mercado de transferências, o clube optou por uma sobriedade que contrasta com o verão anterior, mais marcado por uma reformulação profunda. O plantel apresentado aos sócios para 2026/27 conta apenas com os reforços Inbeom Hwang e André Silva. Mais irão chegar, mas para já avança a espinha dorsal da temporada passada.Neste jogo enfrenta o Torreense, surpreendente vencedor da Taça de Portugal diante do Sporting na final do Jamor, o primeiro troféu relevante da sua história, tornando-se, assim, o primeiro clube do 2.º escalão a alcançar este feito. Este triunfo na Taça abriu, de resto, uma porta europeia inédita – com presença na Liga Europa garantida – para o clube que continuará a competir no 2.º escalão do futebol português.Perante as novas exigências, o plantel foi apetrechado com 17 caras novas, destacando-se os ex-gilistas Mutombo e Aguirre, o guarda-redes Adriel (ex-AVS) e Nuha Jatta, o internacional sub-19 pela Alemanha que é médio e chegou do Estugarda.Para o Porto, o desafio não é tanto medir forças com um adversário tecnicamente distante da sua realidade orçamental, mas sim confirmar que a mentalidade vencedora se mantém intacta desde o último apito da época passada. O Porto, se começar a temporada a levantar um troféu, entra no campeonato com uma vantagem psicológica clara: a de saber, já em agosto, que a fasquia continua onde a deixou em maio.