Jornada escaldante na I Liga. Chegou a hora das decisões

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Aproxima-se a hora das grandes decisões no futebol português e a 25.ª jornada da I Liga terá um importante peso nas contas finais – mesmo que depois desta ronda ainda fiquem a faltar disputar mais nove. Chegou o momento de os quatro primeiros classificados medirem forças entre si. E há muito em jogo.

Teste minhoto. O roteiro deste fim de semana de emoções fortes arranca no Minho, onde amanhã, pelas 18.00, o Sp. Braga recebe o bicampeão nacional Sporting, naquela que será, pelo menos em teoria, a deslocação mais complicada da equipa leonina até final da competição – as outras partidas fora de casa serão frente a Alverca, Estrela da Amadora, AFS e Rio Ave.

Com o Sp. Braga comodamente instalado no quarto lugar, sem hipótese de lutar pelo título (está a 20 pontos do líder, FC Porto) e cada vez mais concentrado na campanha na Liga Europa (enfrenta na próxima semana o Ferencváros nos oitavos-de-final), a maior pressão estará nos ombros da formação de Rui Borges, que sabe que terá na Pedreira um teste de fogo na luta pelo tricampeonato (façanha que só por duas vezes aconteceu na história do Sporting, nos anos 40 e 50 do século passado).

A boa notícia para os adeptos leoninos é que a equipa vive um bom momento. Desde que perdeu, em janeiro, com o Vitória de Guimarães nas meias-finais da Taça da Liga, o Sporting somou 10 vitórias (entre elas, uma frente ao campeão europeu Paris SG) e um empate com sabor a triunfo, no Dragão, graças a um golo de penálti em tempo de descontos que, na altura, impediu os dragões de ampliarem a sua vantagem no comando para sete pontos. Terça-feira, a vitória frente ao FCPorto para a Taça de Portugal valeu mais um boost de energia. Dificilmente se encontrará melhor momento para encarar com plena confiança uma deslocação a Braga.

Tudo ou nada na Luz. Domingo, as emoções seguem para Lisboa. O Benfica-FC Porto (18.00), na Luz, é sobretudo decisivo para a equipa da casa. Uma derrota alarga para 10 pontos o fosso em relação aos dragões e condiciona ao mesmo a disputa pelo 2.º lugar que vale uma vaga na 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões (dependendo, naturalmente, do resultado do Sporting na véspera).

O Benfica é o único dos três grandes que ainda não perdeu na Liga - e essa invencibilidade é algo a que José Mourinho se quererá agarrar para estimular a equipa. Já o FC Porto precisa de defender a todo o custo a vantagem que foi amealhando no campeonato. O forte investimento feito por André Villas Boas na equipa para esta temporada – tanto no mercado verão, como agora em janeiro – foi uma espécie de all-in do presidente portista para o regresso a uma rota de sucesso, que surgia ameaçada pelas contas negativas do clube na fase final da gestão de Pinto da Costa. O jogo da Luz será uma marco importante para se entender se a estratégia presidencial segue firme ou mais ameaçada.

E que tal uma maratona de F1? Arranca este fim de semana, na Austrália, o 77.º Mundial de Fórmula 1 e o novo regulamento traz uma das maiores revoluções dos últimos anos (o jornalista Ricardo Simões Ferreira explica no DN Sport todas as mudanças). Na Netflix está disponível a 8.ª temporada da série Formula 1: Drive do Survive, que atravessa todo o Mundial de 2025 até à consagração final de Lando Norris, da McLaren, o jovem britânico que conseguir pôr fim ao longo reinado do neerlandês Max Verstappen (quatro títulos consecutivos na Red Bull).

Com um acesso quase total aos bastidores do circuito, a série ajudou a catapultar nos últimos anos a popularidade da modalidade, porque vai muito para além da competição e captou, assim, novos públicos que extravasam largamente os adeptos do desporto automóvel. Mostra a intriga, a rivalidade, os negócios, a vida pessoal dos pilotos, e segue por aí fora, como uma espécie de Big Brother em alta velocidade. Com um enredo que quase apetece dizer que nem a ficção conseguiria imaginar. Vale bem uma maratona televisiva, de pipocas na mão para aguçar o apetite até aos motores rugirem de novo no GP da Austrália.

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