Novo produto de poupança do Estado oferece juros mais baixos

A partir do segundo ano de subscrição, os aforradores terão um prémio que dependerá do crescimento da economia
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É já no próximo dia 30 de outubro, na próxima segunda-feira, que os balcões dos CTT terão disponíveis um novo produto de poupança.

Os Certificados de Tesouro Poupança Crescimento (CTPC) substituem os Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM), um produto que conquistou os aforradores nos últimos quatro anos devido às taxas de remuneração acima da média.

O novo produto foi anunciado após o Conselho de Ministros desta quinta-feira, mas só ao final da tarde é que o Ministério das Finanças revelou os detalhes dos CTPC.

Segundo o ministério de Mário Centeno, o novo produto tem como objetivo "fomentar a poupança de médio prazo dos cidadãos e dinamizar o acesso dos particulares a instrumentos de dívida pública com taxa fixa garantida".

No entanto, a remuneração dos CTPC será inferior à que era oferecida nos CTPM. Em média, o novo produto oferece um juro de 1,39%, face aos 2,25% de remuneração média dos CTPM. Mas ao contrário destes últimos, os CTPC podem ser subscritos durante sete anos, mais dois face aos Certificados Poupança Mais.

As taxas de remuneração variam entre 0,75% no primeiro ano e 2,25% no sétimo ano da subscrição. As taxas estão, segundo as Finanças, alinhadas "com as atuais taxas de juro da República Portuguesa", sendo "resultado da melhoria das condições de financiamento e mantêm a atratividade que tem caracterizado estes produtos, complementando a atual oferta de Certificados de Aforro e de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável".

A partir do segundo ano de subscrição, os aforradores terão um prémio que dependerá do crescimento da economia, tendo o PIB como referência.

O bónus corresponde a "40% do crescimento médio real do PIB a preços de mercado nos últimos quatro trimestres conhecidos no mês anterior à data de pagamento de juros", mas estará limitado a um máximo de 1,2% por ano, "equivalente a 40% de um crescimento médio real do PIB de 3%".

Os CTPM também ofereciam um bónus que dependia do aumento do PIB, que correspondia a 80% do crescimento da economia, mas só era pago a partir do quarto ano de subscrição.

Os juros dos CTPC continuarão a ser pagos anualmente e só será possível resgatar o dinheiro investido ao fim de um ano, "acarretando a perda total dos juros decorridos desde o último vencimento de juros até à data de resgate". Mil euros é o valor mínimo para subscrever os CTPC.

Com a criação dos certificados Poupança Crescimento, serão suspensas a novas subscrições de CTPM.

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