Um antigo caçador de skinheads a viver em Trás-os-Montes

João Cordeiro, ou Rocky, liderava, nos anos oitenta, em Paris, um gangue que tinha por alvo os skinheads e contestava a extrema direita com o bastão na mão. Enchiam a imprensa francesa de histórias violentas. Agora vive numa aldeia transmontana, passa dias a cuidar de oliveiras. E vê o fim da Europa na televisão. «O fascismo está de volta», diz ele.

Esta semana, as autoridades ucranianas anunciaram a detenção de um nacionalista francês da extrema-direita que preparava ataques terroristas a mesquitas e sinagogas em França. Foi por uma unha negra, ou por escassos 50 mil votos, que o candidato da extrema-direita Norbert Hofer não ganhou a segunda volta das presidenciais austríacas, no final de maio. Nas últimas regionais alemãs, também em maio, a grande surpresa foram os mais de 20 por cento conquistados pelo Alternativa para a Alemanha, um partido declaradamente anti-islâmico. A semana passada, a Frente Nacional de Marine Le Pen liderava as sondagens para as presidenciais francesas do próximo ano com mais do dobro das intenções de voto que o seu principal opositor, François Hollande.

Na Hungria, na Holanda, na Dinamarca, na Suécia, no Reino Unido, na Polónia e em Itália estão a crescer os resultados das formações políticas declaradamente antiemigração ou antissemitas ou antimuçulmanas. Donald Trump, que defende a criação de um muro para separar os Estados Unidos do México, é o candidato republicano à sucessão de Barack Obama.

Rocky vê o mundo mudar pela televisão. «Há uma ofensiva em marcha da extrema-direita contra os valores do humanismo», diz.

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