Pedro Mexia: do Governo Sombra para a Presidência da República

Poeta, cronista, crítico literário, comentador. E, desde há três meses, conselheiro cultural de Marcelo Rebelo de Sousa. O convite surpreendeu Pedro Mexia, contrário da personalidade efervescente, extrovertida, energética do atual Presidente, em quem não votou. Hoje, faria de maneira diferente.

Traça o autorretrato com versos de Ca­mões. A desilusão, o desapontamento, o ceticismo, a melancolia consubstancia­da na adolescência - palavras do poeta ao longo da entrevista. Diz ainda de si: «Não peço a ninguém para ser parecido comi­go.»Não o deseja a ninguém. Pedro Mexia tem 44 anos. Estamos num hotel de Lis­boa. Ao longo de uma entrevista de duas horas e meia, um único telefonema de Be­lém interrompeu a conversa.

Não votou em Marcelo Rebelo de Sousa. Se as eleições fossem hoje, reconsiderava?
Já pensei nisso várias vezes. Se a pergunta equivale a saber se, nestes dois meses, tenho gostado da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa, a resposta é sim. Parte da minha relutância face a Marcelo, que exprimi várias vezes no Governo Sombra, prendia-se com o medo de que o lado lúdico, forte nele, fosse incontrolável. Não é isso que tem acontecido. A dimensão mais lúdica que temos visto cumpre uma função, demonstra uma intencionalidade política. E temos percebido que questões melindrosas podem ser abordadas num tom descontraído.

A pergunta é mesmo esta: hoje, votaria nele?
Votaria.

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