O lado bom das emoções más

O medo paralisa-nos, a raiva azeda-nos, o ciúme desgasta-nos, a tristeza abate-nos. Será? Também mas não só. As emoções negativas podem trazer muito de bom.

«E viveram felizes para sempre» pode estar bem para última frase de história infantil, mas dificilmente se adapta às nossas vidas. Em maior ou menor dose, todos vamos ter de lidar com a tristeza, experimentar a raiva, provar o ciúme, sentir culpa, inveja e medo. Depois de muito dissertar-se sobre o incrível poder das emoções positivas, sobre as vantagens - indiscutíveis - da alegria, sobre os efeitos - benéficos - da calma, nos últimos anos a ciência começa a debruçar-se sobre uma reflexão menos óbvia, menos consensual, mas igualmente necessária: o papel das emoções negativas. E parece que podem ser tão importantes na nossa vida como as emoções positivas.

Sendo criterioso, na verdade, adjetivar as emoções como boas ou más nem sequer é muito exato. As emoções, em si, são neutras, além de muito rápidas. São aquele frio ou aperto no estômago, o coração a bater mais depressa, o ficar branco, tremer, chorar ou dar uma gargalhada. Como tem defendido o neurocientista António Damásio, uma emoção é um conjunto de acontecimentos do domínio do corpo - respostas fisiológicas, cardíacas, musculares e endócrinas a um qualquer estímulo - e que nada têm que ver com o que se passa na mente. Isso vem depois.

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