O fado de Jorge Fernando

Foi viola de Amália e acompanhante dos maiores do fado como Fernando Maurício, António Pinto Basto ou Celeste Rodrigues. Ajudou a lançar fadistas como Mariza, Ana Moura ou Camané. É um autor muito requisitado, dizem que uma letra dele é imediatamente identificável - tudo isto apesar de ainda ser muitas vezes, e injustamente, conhecido como o autor do célebre Umbadá. A vida de Jorge Fernando contada através das suas canções, no dia em que faz cinco anos que a UNESCO elevou o fado a Património da Humanidade.

«Só tu sabes, solidão. A angústia que traz a dor. Quando o amor, a gente nega. Como quem perde a razão. Afogando o nosso amor. No orgulho que nos cega» (Boa Noite, Solidão, álbum Coisas da Vida, 1988)

Este texto tem banda sonora. Não só porque é de música que se escreve, mas porque são as músicas que compôs ao longo da vida que melhor falam da vida de Jorge Fernando. Com apenas 16 anos já compunha as letras e as melodias que o acompanhariam até hoje, com 59. É raro o espetáculo em que não canta Boa Noite, Solidão, a primeira canção que escreveu, do primeiro álbum de fado que lançou, Coisas da Vida, em 1988. Tocou com Amália, Fernando Maurício, Alcino Frazão, Maria da Fé ou Celeste Rodrigues. Escreveu canções para Ana Moura, Mariza, Camané. Colaborou com Sam the Kid, Virgul ou Lucio Dalla. O seu toque como produtor em estúdio e a sensibilidade das suas letras são ambos reconhecidos no meio em partes iguais.

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