Até ao último verão

Há 30 anos, uma explosão na central nuclear de Chernobyl causou a maior tragédia radioativa da história. A 50 quilómetros do local, Ivankiv ainda lhe sente os efeitos e agradece o programa Verão Azul, que já trouxe a Portugal mais de 120 crianças ucranianas para umas férias de sol e mar.

Há um ano, pela primeira vez, Viktoriya Shevchenko chegou à casa dos Vasconcellos Sá atemorizada. Era uma menina magra, bastante formal para os seus 9 anos, com cabelo muito abaixo da cintura e olhos grandes. Quem eram aquelas pessoas simpáticas, Miguel, Conceição e Inês? Gostariam dela? E ela deles? Jurou ser cautelosa, mas deram-lhe iogurtes, que nunca tinha comido. E gelado. E amor. Nenhum dos quatro supunha poder vir a amar tanto um estranho, mas foi acontecendo nas cinco semanas que Vika cá esteve, devagarinho.

«Neste ano fui eu buscá-la ao aeroporto a 17 de julho, os meus pais estavam a trabalhar. Quando me ouviu chamá-la, largou a mala e voou para mim, a abraçar-me e a dar-me beijinhos», emociona-se Inês. Não são só as crianças de Chernobyl que cá se regeneram dos efeitos do desastre nuclear de há 30 anos. Ter de novo Vika consigo tornou-se o momento mais intenso na vida desta família.

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