Até amanhã, camaradas

A geração que se segue na liderança do PCP entrou depois da queda do Muro de Berlim, quando alguns lhe anunciavam a morte. Mais de duas décadas depois, em vésperas do XX Congresso, discutimos o Rejuvenescimento do mais antigo partido português com oito rostos da nova geração de dirigentes.

Aos 12 anos, João Oliveira soube que a União Soviética tinha chegado ao fim porque, em casa, os pais e o avô materno, comunista, discutiam apaixonadamente o desenrolar dos acontecimentos. «Percebi que eles estavam preocupados com o que aquilo significava - para o futuro, para os portugueses e para o partido. Mas eu não tinha bem a perceção das coisas», diz. No final dos anos 1980 e início dos anos 1990, as ondas de choque do desmantelamento do bloco comunista da Europa de Leste chegaram a Portugal sob a forma de divergências e fraturas no Partido Comunista Português. Alguns dos que começaram a questionar se o modelo comunista tinha pernas para andar afastaram-se do partido e juntaram-se a outras formações políticas.

Na altura, acabado de completar 70 anos, o PCP, partido mais antigo em Portugal, parecia, aos olhos da opinião pública, fragilizado e até em risco.

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Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.