'Zenu' dos Santos, filho de ex-presidente de Angola, condenado a 5 anos de prisão

O filho dos ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos, José Filomeno "Zenu" dos Santos, foi condenado a cinco anos de prisão, no caso 500 milhões.

O Tribunal Supremo de Angola condenou nesta sexta-feira (14 de agosto) os quatro arguidos, entre os quais "Zenu", ex-presidente do Fundo Soberano de Angola, a penas de prisão entre cinco e oito anos por crimes de burla e defraudação, peculato e tráfico de influências.

Segundo o acórdão, lido pelo juiz que presidiu ao julgamento, João Pitra,"Zenu" dos Santos foi condenado pelo crime de burla por defraudação, na forma continuada, a quatro anos de prisão maior e pelo crime de trafico de influências na forma continuada a dois anos de prisão, num cúmulo jurídico de cinco anos.

Valter Filipe, ex-governador do Banco Nacional de Angola, foi condenado pelo crime de peculato na forma continuada em seis anos de prisão maior e pelo crime de burla por defraudação na forma continuada a quatro anos de prisão maior, totalizando uma pena única de oito anos de prisão maior.

António Samalia Bule, ex-diretor de gestão do BNA, foi condenado por um crime de peculato a quatro anos de prisão maior e por um crime de burla por defraudação na forma continuada a três anos, numa pena única de cinco anos de prisão maior.

Jorge Gaudens Sebastião, empresário e amigo de longa data de Zenu dos Santos, filho do ex-presidente angolano, foi condenado pelo crime de burla por defraudação na forma continuada a cinco anos de prisão maior e pelo crime de tráfico de influências a dois anos de prisão, numa pena única de seis anos de prisão maior.

Os réus foram absolvidos do crime de branqueamento de capitais e vão continuar em liberdade face ao recurso interposto pela defesa, que vai recorrer ao plenário do Tribunal Supremo.

São ainda condenados a pagar a taxa de justiça, que se fixa em 300 mil kwanzas cada, e a pagar uma indemnização ao Estado, enquanto Zenu dos Santos terá de pagar emolumentos no valor de 150 mil kwanzas ao seu defensor oficioso.

Os réus foram condenados a pagar solidariamente ao estado angolano cinco milhões de kwanzas (cerca de 7100 euros) a título de danos morais, oito milhões e 512 mil dólares pelos prejuízos que das suas ações advieram, despesas com o processo judicial que correu trâmites em Londres num valor de dois milhões de libras relativos a honorários com advogado, 9000 dólares relativos a bilhetes de avião e mais de cinco milhões de kwanzas relativos a ajudas de custo.

O processo era relativo a uma transferência irregular de 500 milhões de dólares do banco central angolano para a conta de uma empresa privada estrangeira sediada em Londres, com o objetivo de constituir um fundo de investimento estratégico para financiar projetos estruturantes em Angola.

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