Washington tem dinheiro suficiente para resposta imediata a furacão Harvey

A administração Trump já garantiu que irá certificar-se de que o Estado do Texas receba aquilo de que precisar

O Governo federal dos Estados Unidos tem dinheiro suficiente no fundo de assistência para as necessidades imediatas após o furacão Harvey, mas a tempestade tropical ainda em curso exigirá um pacote de reconstrução de vários milhares de milhões de dólares.

Segundo fontes do Congresso norte-americano, o fundo para desastres naturais da Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) contém neste momento três mil milhões de dólares, e a administração Trump assegurou que a quantia será suficiente para responder às primeiras necessidades, como remoção de escombros e acolhimento temporário de dezenas de milhares de texanos deslocados das suas casas.

Contudo, sublinharam que em breve será necessária uma injeção de mais dinheiro da FEMA, dada a magnitude da tempestade, razão pela qual o Congresso de maioria republicana irá provavelmente acrescentar um pacote de ajuda a uma lei de gastos provisórios, para impedir uma paralisia do Governo a 01 de outubro.

Tal como o furacão Katrina e a super-tempestade Sandy, também o Harvey parece vir a exigir um maior plano de recuperação, mas é ainda demasiado cedo para calcular o montante que será necessário, com o nível das cheias em Houston ainda a subir, pessoas isoladas em casas e a quarta maior cidade do país essencialmente paralisada.

A administração Trump já garantiu que irá certificar-se de que o Estado do Texas receba aquilo de que precisar.

"Aquilo a que vamos assistir é que o Governo nacional e, esperamos, o Congresso, vão disponibilizar os recursos para ajudar o Texas na operação de resgate e na reconstrução", disse hoje o vice-Presidente, Mike Pence, a uma estação de rádio de Houston.

Dada a "magnitude das inundações" na zona, "a recuperação demorará anos", observou Pence, indicando que 22 mil pessoas já apresentaram pedidos de ajuda federal, mas que "até meio milhão de pessoas, no Texas, terão direito e poderão requerer ajuda financeira para catástrofes naturais".

"Continuamos muito confiantes em que, com as reservas e com o apoio no Congresso, teremos os recursos de que precisamos", disse o vice-presidente à rádio KHOU.

O Congresso avançou com grandes pacotes de ajuda financeira após o furacão Katrina, em 2005, e a super-tempestade Sandy, em 2012, embora alguns conservadores, incluindo Pence, o então representante do Indiana, tenham mostrado discordar de tão elevados valores.

E o diretor do Orçamento da administração Trump, Mick Mulvaney, que será responsável pela preparação de qualquer pedido relacionado com desastres naturais para o Presidente Donald Trump, opôs-se a um pacote de ajuda pós-Sandy, em 2013, enquanto representante da Carolina do Sul, sugerindo um plano com cortes noutros pontos do orçamento para pagar essa ajuda.

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