Von der Leyen homenageia "voluntários portugueses" pelo fabrico artesanal de máscaras

A presidente da Comissão Europeia elogia anónimos que são o motor do combate à covid-19, entre os quais os "portugueses que costuram máscaras para os vizinhos".

Ursula von der Leyen abriu esta quinta-feira a sessão plenária do Parlamento Europeu que, excecionalmente, decorre em Bruxelas e não em Estrasburgo devido à pandemia de covid-19, com um discurso sobre os seus planos para a recuperação da economia europeia, nomeadamente através de um Plano Marshall, assente no "Quadro Financeiro Plurianual".

Mas a presidente da Comissão Europeia quis também deixar uma mensagem a "todos" aqueles que contribuem para o combate ao coronavírus, com "empatia, humildade e humanidade", e que, por essa razão considera fontes de "inspiração", sinónimos de "união na Europa".

"Presto homenagem a todos eles", afirmou, nomeando "estafetas, distribuidores de alimentos, empregados de balcão, aos funcionários de fábricas e aos que aplaudem das varandas".

Mas, Von der Leyen quis ainda destacar o contributo das "empresas estão a mudar as linhas de produção para fornecer o que precisamos com urgência", nomeadamente equipamentos de proteção individual.

"Presto homenagem aos voluntários portugueses que costuram máscaras para os vizinhos", enfatizou no seu discurso de abertura da sessão plenária, em que também destacou "o pianista grego de sete anos que compôs uma valsa de isolamento para manter as pessoas em movimento".

Na sua intervenção, Von der Leyen afirmou que nas últimas quatro semanas, a Europa tomou mais medidas económicas "do que em quatro anos, na crise anterior", tendo "as regras estabelecidas sido flexibilizadas mais do que nunca, nos últimos dias. Aprovámos programas que levarão 1000 milhões de euros às empresas croatas, 1200 milhões para as PME gregas ou 20 milhões para os pescadores portugueses", destacou, considerando que se trata da resposta mais impressionante alguma vez adotada, mas que precisam de ser complementadas com "mais medidas".

"Precisamos de investimentos maciços para impulsionar as nossas economias. Precisamos de um plano Marshall para a recuperação da Europa e ele deve ser implementado imediatamente", defendeu, considerando que esse plano de recuperação para a Europa, centrado no Geen Deal e na economia digital, através do Quadro Financeiro Plurianual.

"Só existe um instrumento que merece a confiança de todos os Estados-Membros, que já se encontra disponível e que pode produzir esses resultados rapidamente. Trata-se de uma ferramenta transparente e que já passou o teste do tempo enquanto instrumento de coesão, convergência e investimento", afirmou, frisando que "esse instrumento é o orçamento europeu".

Quadro Financeiro "diferente do imaginado"

"O orçamento europeu será a principal força motriz da retoma económica. Por esse motivo, o orçamento para os próximos sete anos deverá ser muito diferente daquilo que tínhamos imaginado", admitiu.

"Vamos utilizar a totalidade do orçamento europeu para alavancar a enorme quantidade de investimento necessário para reconstruir a economia após a pandemia de coronavírus", prometeu Von der Leyen, garantindo que serão concentrados os "esforços na fase inicial, de modo a poder financiar os investimentos durante os primeiros anos cruciais da retoma".

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