Vírus nos EUA está mais disseminado do que no início da pandemia, alerta Casa Branca

A coordenadora na resposta à pandemia da Casa Branca alerta que os EUA estão agora numa "nova fase", com casos mais disseminados do que no arranque da pandemia. O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças prevê um total de 173 mil mortes até 22 de agosto.

"O que estamos a ver hoje é diferente de março e abril. É extraordinariamente generalizado. Está nas áreas rurais e urbanas de igual forma". O alerta foi dado por Deborah Birx, responsável pela resposta à pandemia na Casa Branca, em entrevista à CNN. A imunologista explicou que, atualmente, o país atravessa uma "nova fase" em que o vírus está mais disseminado do que quando se instalou nos EUA, no início do ano.

Numa altura em que os EUA dominam o pódio de países com mais casos confirmados e mais óbitos devido à pandemia de covid-19, todo o cuidado é pouco, disse. Deborah Birx lembrou que mesmo aqueles que residem em zonas rurais não estão "imunes ou protegidos contra este vírus". "Se estiver em lares de várias gerações e houver um surto na sua área rural ou na sua cidade, vai precisar realmente de usar uma máscara em casa, supondo que seja positivo."

A responsável deixou um apelo a todos os norte-americanos, para que sigam as recomendações das autoridades de saúde, incluindo a utilização de máscara - tantas vezes rejeitada pelo próprio presidente Donald Trump.

A pandemia continua a acelerar nos EUA. O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças norte-americano prevê que, até 22 de agosto, o país registe um total de 173 mil mortes. Por outro lado, o antigo administrador da agência federal Food and Drug Administration, Scott Gottlieb, já tinha alertado, no mês passado, para a possibilidade de este número chegar aos 300 mil até ao final do ano, caso o país não mude a sua estratégia.

A Casa Branca não avança com previsões, mas Deborah Birx diz que o controlo da pandemia dependente, em grande parte, da atuação dos estados a sul e a oeste, o maior foco de preocupação atualmente. A imunologista disse que cada estado deve trabalhar a sua abordagem "dramaticamente adaptada".

Questionada sobre se as escolas deveriam permanecer fechadas ou aplicar o ensino a distância, a responsável pela resposta à pandemia na Casa Branca disse: "se temos uma alta carga de casos e disseminação ativa na comunidade, assim como estamos a pedir às pessoas para não ir a bares, não fazer festas, não criar grandes eventos de divulgação, pedimos às pessoas que aprendam à distância neste momento, para que possamos controlar esta epidemia".

Este domingo, os EUA chegaram aos 4,6 milhões de casos de covid-19 e 154.449 óbitos registados desde o início da pandemia, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

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