Presidente do Parlamento Europeu pede sanções ao Governo de Maduro

"A UE deve defender os seus valores de democracia e liberdade de expressão, também fora das suas fronteiras, e fazer ouvir a sua voz", afirmou

O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, pediu esta terça-feira à União Europeia que imponha sanções aos membros do Governo venezuelano de Nicolás Maduro, como a limitação dos movimentos no território comunitário e o congelamento de ativos económicos.

"Enviei duas cartas ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e ao presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, solicitando a possibilidade de congelar os ativos e impor uma proibição de viajar à União Europeia aos membros do Governo da Venezuela, entre eles o Presidente, Nicolás Maduro, e a sua equipa", anunciou o líder do Parlamento Europeu, em comunicado.

O político conservador italiano fez este pedido através do seu perfil na rede social Twitter, em que considerou "injustificadas" as prisões dos opositores venezuelanos Leopoldo López e Antonio Ladezma por parte do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) e condenou "a violação constante de direitos humanos" no país.

Numa declaração mais extensa difundida à imprensa, Tajani alertou que este episódio "é outro passo na direção da ditadura na Venezuela".

"A UE deve defender os seus valores de democracia e liberdade de expressão, também fora das suas fronteiras, e fazer ouvir a sua voz. Temos de mostrar o nosso apoio ao povo venezuelano que sofre e tomar medidas concretas contra o Governo do Presidente, Nicolás Maduro", concluiu Tajani.

Na mesma linha, o porta-voz do Partido Popular no Parlamento Europeu, Esteban González Pons, pediu às instituições europeias que atuem "urgentemente para sancionar os principais dirigentes do regime venezuelano", com a limitação da sua movimentação na UE e o congelamento de ativos e contas.

O também primeiro vice-presidente do grupo do Partido Popular Europeu (PPE) acrescentou que estas medidas deveriam aplicar-se também aos membros da nova, "ilegal e ilegítima", Assembleia Constituinte eleito no domingo passado, num ato eleitoral impulsionado por Maduro.

"As novas detenções de hoje de Leopoldo López e de Antonio Ladezma confirmam que, lamentavelmente, Nicolás Maduro e o seu regime vão continuar o seu auto-golpe para silenciar qualquer oposição democrática e para avançar para um controlo total do país, ignorando os princípios básicos da democracia e do respeito pelos direitos humanos", sustentou González Pons.

O político espanhol considerou "urgente" que a União Europeia "adote com caráter imediato todas as medidas disponíveis para tentar que o Governo venezuelano pare esta escalada, que só leva mais violência e mais divisão no país".

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