Um dos principais responsáveis pelo genocídio de 1994 foi preso

Ladislas Ntaganzwa foi acusado pelas Nações Unidas de crimes contra a humanidade

Um dos principais instigadores do genocídio no Ruanda foi preso, segundo a AFP. Ladislas Ntaganzwa foi acusado de genocídio e crimes contra a humanidade, pelas Nações Unidas, por ter assassinado centenas de pessoas e organizado violações em massa no país em 1994.

Ntaganzwa, de 53 anos, foi capturado na Republica Democrática do Congo, na noite de sábado, segundo o porta-voz do exército ruandês, Guillaume Djike, citado pela AFP. O ex-dirigente da comuna de Nyakizu, na cidade de Butare, tinha a cabeça a prémio já há alguns anos.

Os Estados Unidos da América tinham oferecido uma recompensa no valor de cinco milhões de dólares, cerca de 4,5 milhões de euros, pela prisão de Ladislas Ntaganzwa. O dirigente é acusado de "fazer discursos que pediam a eliminação dos tutsis e ajudar a matar refugiados", segundo o departamento de Estado norte-americano.

De acordo com um relatório do Tribunal Internacional para o Ruanda, Ntaganzwa estabeleceu, treinou e forneceu armas às milícias locais, os Interahamwe, da etnia Hutu, "com o objetivo de exterminar a população Tutsi e eliminar os seus cúmplices", incluindo os Hutu que não concordassem com os atos de violência.

Continuam desaparecidos oito homens acusados de crimes contra a humanidade por atos de violência extrema perpetuados durante o genocídio no Ruanda. Estima-se que durante os 100 dias do genocídio, entre abril e julho, tenham sido assassinadas cerca de oito mil pessoas por dia, na sua maioria da etnia Tutsi. Ao todo cerca de 800 mil pessoas morreram no massacre, em 1994.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG