Turquia considera ultimato ao Qatar "contrário ao direito internacional"

Presidente turco diz que exigências feitas ao Qatar não são "razoáveis". País está a ser acusado de "apoio ao terrorismo"

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, considerou hoje que o ultimato apresentado pela Arábia Saudita e os seus aliados ao Qatar, que acusam de "apoiar o terrorismo", é "contrário ao direito internacional".

"Nós apoiamos [a posição do Qatar] porque nós consideramos que a lista de 13 exigências é contrária ao direito internacional", declarou o chefe de Estado turco, citado pela agência pró-governamental Anadolu.

O Qatar afirmou que estas exigências, entre as quais o encerramento do canal Al-Jazeera, não são "razoáveis".

Este país anunciou no sábado que está a preparar uma resposta adequada às exigências dos países árabes que cortaram relações com Doha no início de junho, salientando, porém, que tais imposições são uma "invasão à soberania" daquele país.

Em 05 de junho, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos e Bahrein cortaram relações diplomáticas com o Qatar, que acusaram de apoio ao terrorismo, na mais grave crise regional desde a guerra do Golfo de 1991.

A Casa Branca disse na sexta-feira que a crise diplomática com o Qatar é "um assunto de família" e exortou os países daquela região a encontrarem uma solução.

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