Trump revoga acesso de segurança ao diretor da CIA do período Obama

Casa Branca considera que John Brennan, assumido crítico da atual administração, tem tido um "comportamento errático" que representa um risco de segurança.

O presidente dos EUA, Donald Trump, revogou o acesso a segredos de Defesa do ex-diretor da CIA John Brennan, antigo conselheiro do presidente democrata Barack Obama, frequentemente crítico do magnata republicano, anunciou nesta quarta-feira a Casa Branca.

Tal autorização, cuja revogação foi anunciada pela porta-voz do executivo, Sarah Sanders, dá aos altos responsáveis que dele beneficiam acesso a informações sensíveis e confidenciais, mesmo depois de terem cessado funções.

Sanders leu um comunicado de Trump em que este justificou a sua decisão com "os riscos que representam a conduta e o comportamento erráticos" de John Brennan.

"Historicamente, os antigos diretores dos serviços secretos e das agências de segurança eram autorizados a conservar o acesso às informações classificadas como segredos de defesa", recordou no texto, sublinhando que esta tradição foi agora posta em causa.

"Não só as afirmações de Trump foram imbecis como ele está totalmente nas mãos de Putin", escreveu o antigo diretor da CIA.

Antigo diretor da CIA em exercício entre 2013 e 2017, John Brennan continua a ser uma voz respeitada na arena política norte-americana, não poupando críticas a Trump.

No mês passado, Brennan condenou o inquilino da Casa Branca, após o encontro deste, em Helsínquia, com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, durante o qual o multimilionário norte-americano adotou uma postura considerada demasiado conciliadora em relação ao dirigente do Kremlin.

Brennan classificou a performance de Donald Trump na capital finlandesa como "nada menos do que um ato de traição".

"Não só as afirmações de Trump foram imbecis como ele está totalmente nas mãos de Putin", escreveu o antigo diretor da CIA na sua conta da rede social Twitter.

John Brennan reafirmou igualmente, em diversas ocasiões, a realidade de uma ingerência russa nas eleições presidenciais de 2016, rejeitando as dúvidas avançadas por Trump sobre essa questão.

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