Trump compra mais uma guerra. Agora com as estrelas do desporto

O presidente dos EUA criticou os campeões da NBA e jogadores da NFL

O presidente norte-americano, Donald Trump, retirou ontem o convite endereçado à equipa de basquetebol Golden State Warriors para visitar a Casa Branca.

"Visitar a Casa Branca é uma grande honra para uma equipa do campeonato. Stephen Curry tem dúvidas, por isso retira-se o convite", afirmou Trump numa mensagem publicada na rede social Twitter.

O jogador dos Warriors, campeões da liga norte-americana de basquetebol (NBA), tinha manifestado esta semana a sua oposição a que a sua equipa visitasse a residência oficial do presidente dos Estados Unidos, na sequência do título conquistado na época passada.

"Eu não quero ir. Com sorte, esta ausência poderá inspirar alguma mudança no que toleramos neste país e no que aceitamos e no que escolhemos ignorar", afirmou o base dos Warriors, não sendo ainda claro se a retirada do convite visa apenas o jogador ou a equipa inteira.

Em defesa do jogador, outra estrela do basquetebol da NBA, LeBron James, escreveu também no Twitter: "Ir à Casa Branca era uma honra, até tu [Trump] lá estares."

E não foi o único a reagir.

Entretanto, os Warriors emitiram um comunicado em que anunciam que decidiram não ir à Casa Branca. "Acreditamos que não existe nada mais americano do que os nossos cidadãos poderem expressar-se livremente em temas importantes para eles. Lamentamos não ter tido oportunidade ao longo deste processo de partilhar o nosso ponto de vista ou ter um diálogo aberto sobre assuntos que consideramos importantes", disseram.

A equipa irá em fevereiro a Washington, mas em vez de visitar a Casa Branca irá "construtivamente" "celebrar a igualdade, diversidade e inclusão".

Na sexta-feira, Trump tinha já iniciado uma polémica na liga de futebol americano (NFL), deplorando a atitude de jogadores que se recusam levantar perante a bandeira dos Estados Unidos.

"É um total desrespeito por tudo aquilo que representamos (...) adoraríamos ver os donos das equipas da NFL expulsar do campo os jogadores que desrespeitam a nossa bandeira", disse, convidando os espetadores a abandonar o estádio sempre que algum jogador se recusa a levantar durante o hino.

Donald Trump visava, sem os nomear, jogadores como o "quarterback" dos San Francisco 49ers Colin Kaepernick, que se recusou levantar, permanecendo de joelhos durante a entoação do hino nacional em protesto contra as mortes de negros por polícias brancos.

Entretanto, ontem à noite, Trump voltou à carga, defendendo que a um jogador que ganha milhões não deveria ser permitido desrespeitar a bandeira e deveria levantar-se durante o hino. "Se não, estás despedido. Arranja outra coisa para fazer", escreveu.

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