Trump quer pena de morte para traficantes de droga

Presidente quer endurecer legislação de combate ao tráfico de estupefacientes e de controlo ao uso excessivo de opioides.

Naquela que foi a sua primeira visita ao estado de New Hampshire, desde que foi eleito para a Casa Branca, o presidente Donald Trump defendeu a necessidade de leis mais duras para combater o tráfico de drogas e a aplicação generalizada da pena de morte para os traficantes.

Os Estados Unidos "têm de ser mais duros no combate às drogas e ser mais dura é aplicar a pena de morte", afirmou o presidente.

Trump, na deslocação a New Hampshire (estado que lhe deu uma importante vitória nas primárias republicanas de 2016) viajou acompanhado da mulher, Melania, recordou que naquela época prometera combater o tráfico de droga e o consumo excessivo de opioides, que é dos mais elevados neste estado dos EUA. O New Hampshire apresenta uma das mais elevada taxa de mortalidade devido ao consumo de opioides, logo após a Virgínia Ocidental e em paralelo com o Ohio, e é o primeiro a nível nacional no número de mortes causadas pelo fentanil, um opioide muito mais potente do que a heroína e mais barato do que esta. Em paralelo, o New Hampshire é também um dos estados que menos investe nas ações de prevenção e combate ao uso de estupefacientes.

Ontem, falando na principal cidade do estado, Manchester, além da aplicação da pena de morte e de legislação mais dura, Trump anunciou a intenção de canalizar mais de seis mil milhões de dólares para iniciativas de prevenção e tratamento daquilo que ele próprio, em outubro de 2017, classificara como uma "crise de saúde pública".

No capítulo da legislação, prevê-se a mudança de certas formas de tratamento para reduzir o recurso aos opioides, maior controlo sobre venda de medicamentos e a implantação de um sistema de controlo eletrónico para 90% das embalagens que entram nos EUA por via marítima e aérea

A nível federal, hoje, a lei permite a aplicação da pena de morte apenas nos casos de homicídios ocorrido no quadro de tráfico ou de confrontos entre traficantes.

No início do mês, Trump abordara o tema num comício na Pensilvânia, martelando a ideia de que "um traficante de droga mata duas mil, três mil, cinco mil pessoas durante a sua vida" e nunca ser punido como um "assassino". Pode mesmo ser apenas "condenado a uma pena de 30 dias", disse na mesma ocasião.

O combate à utilização de estupefacientes assim como ao narcotráfico foi uma das bandeiras eleitorais de Trump, tendo defendido a necessidade de políticas "mais duras" para travar o fenómeno, que tem como corolário a ocorrência de milhares de mortes por ano devido ao uso excessivo daquelas substâncias. Segundo o Centro para a Prevenção e Controlo de Doenças (CDCP, na sigla em inglês), morreram 42 mil pessoas por causa de overdose no consumo de opioides nos EUA em 2016, ano mais recente de que existem estatísticas, referia ontem a Reuters. Segundo o CDCP, morrem em média 115 americanos por dia, devido ao consumo excessivo de opioides, cujo consumo tem aumentado, principalmente, em meio urbano. Os homens são as principais vítimas e verifica-se um valor constante em todos os grupos etários, um pouco mais elevado no grupo dos 35-54 anos.

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